Chávez viaja para Cuba, onde será submetido a nova cirurgia

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Hugo Chávez com a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, em 2011.

24 de fevereiro de 2012

Venezuela — O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de 57 anos, viaja hoje (24) para Havana (Cuba), onde fará uma cirurgia para a retirada de novo tumor na região pélvica. A previsão é que a operação ocorra no começo da próxima semana. Em Caracas, capital venezuelana, Chávez prometeu que governará o país a distância, diretamente de Cuba. A descoberta do tumor ocorre a sete meses das eleições presidenciais na Venezuela e em plena campanha eleitoral. Na véspera da viagem, Chávez fez campanha e disse que ainda não sabe se o tumor, de dois centímetros, é maligno. Porém, confirmou que há essa possibilidade. Segundo ele, o objetivo da cirurgia é sua extração.


É preciso preparar-me para enfrentar o que for. Preparo-me para enfrentar o pior dos cenários. Isso não é uma despedida, eu vou ali e já volto
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Chávez foi levado ao aeroporto com suas três filhas por uma caravana que tinha reunido milhares de apoiadores do presidente venezuelano. Antes de partir para Havana, o presidente venezuelano designou vários membros do governo para comandar a campanha presidencial e prometeu que "lutará sem trégua" para manter-se na política.


Deixo o país em boas mãos, no entanto continuarei governando de Cuba.
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Dilma Rousseff, presidente do Brasil, telefonou para Chávez no mesmo dia para desejar sorte na cirurgia contra o câncer e diz estar confiante na recuperação. O telefonema aconteceu às 13h30min, horário de verão do Brasil e durou cinco minutos.

Há oito meses, Chávez fez uma cirurgia em Havana também para a extração de um tumor na região pélvica – a mesma área que novamente é alvo de um tumor. Na ocasião, ele fez sessões de quimioterapia e radioterapia em Cuba e na Venezuela, no Hospital Militar de Caracas. A viagem do presidente a Havana foi autorizada pela Assembleia Nacional da Venezuela.


O presidente da República é, acima de tudo, um ser humano que merece exercer o direito de se tratar
vice-presidente do Parlamento, Aristóbulo Istúriz


O deputado da oposição Alfonso Marquina acrescentou que os opositores desejam a Chávez sua pronta recuperação e defendeu que o vice-presidente Elías Jahúa exerça as funções presidenciais, e não o presidente, a distância.


Não se pode governar de outro ponto que não seja o território nacional. À frente do país deve estar o vice-presidente executivo, não se pode emitir decretos nem assinar leis


Fontes[editar]

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