Cerimônia de abertura das Olimpíadas conta história da China

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Olimpíadas de Verão 2008



Agência Brasil

8 de agosto de 2008

Os mais de US$ 42 bilhões gastos pela organização dos Jogos Olímpicos de Pequim foram suficientes para uma abertura luxuosa de mais de duas horas, reunindo mais de 90 mil expectadores no Estádio Olímpico Nacional (que ficou conhecido como Ninho de Pássaro) e a estimativa de 4 bilhões em todo o mundo, pela televisão.

Marcada para começar às 20h08 de hoje, no horário local (9h08 no Brasil) – e formar uma sequência de oitos, já que hoje é dia 8 de agosto (mês oito), de 2008, que representam harmonia segundo as filosofias chinesas – a cerimônia reconstruiu a história de mais de 5 mil anos da China, dedicando-se a temas como as principais invenções chinesas da antiguidade, como o papel e a pólvora.

A harmonia, aliás, foi representada em diversos momentos, pelo tai-chi-chuan (arte marcial) e organização de espaços de acordo com o feng-shui. Na tragetória da China, contada pelo corpo de artistas, o século 20 foi praticamente ignorado. Não foi retratada a revolução de Mao-Tsé Tung, que, em 1949, implantou o regime comunista no país, nem a revolução cultural de 1966. O período é considerado “vergonhoso” para quem se esforça para consolidar o país como superpotência.

O uso de recursos tecnológicos diversos na abertura, ensaiada por 30 meses em segredo para surpreender, tem por objetivo consolidar a imagem da China como superpotência. “O momento histórico que aguardamos por tanto tempo está chegando”, disse o presidente Hu Jintao em um jantar a líderes de todo o mundo na quinta-feira – informa a BBC Brasil.

No total, 10 mil atletas participam desta edição dos Jogos Olímpicos. Destes, 277 são brasileiros, que atuarão, até o dia 24 deste mês em 32 modalidades. O desafio dos brasileiros é bater o recorde de 10 medalhas em Atenas (última cidade a sediar as Olimpíadas, em 2004), quando recebeu cinco ouros, duas pratas e três bronzes e ficou em 16º lugar.

Acompanham a abertura o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma delegação do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que fazem campanha na China para que o Rio de janeiro seja sede das Olimpíadas de 2016.

“Estou convencido que o Rio de janeiro precisa fazer esta Olimpíada e estou convencido de que o Brasil, mais do que qualquer outro país, tem o direito de fazer”, disse Lula à imprensa, na China.

“É a primeira vez que o Brasil tem uma cidade finalista na disputa pela sede dos Jogos Olímpicos”, ressaltou o gerente-geral do COB e da Comissão de candidatura Rio 2016, Carlos Roberto Osório, na última terça-feira (5), quando começou a campanha. A cidade concorrerá com Chicago (Estados Unidos), Tóquio (Japão) e Madri (Espanha).


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