COVID-19: após nova polêmica envolvendo o distanciamento social, Bolsonaro cancela churrasco

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9 de maio de 2020

Bolsonaro em abril de 2020

Em guerra com seu ex-ministro da Saúde, Henrique Mandetta, devido as regras de isolamento e distanciamento social impostas para tentar conter a pandemia de COVID-19 no Brasil, parece que Jair Bolsonaro tampouco concorda com seu novo escolhido, Nélson Teich, que por ora também não incentiva a volta normal às atividades no Brasil, e resolveu deixar clara, novamente, sua posição: iria fazer um churrasco para 30 pessoas neste sábado no Palácio da Alvorada. Iria, porque devido à repercussão negativa, o presidente preferiu cancelar a festa.

Bolsonaro havia dito no dia 07 que faria "churrasco sábado aqui em casa. Vamos bater um papo, quem sabe uma peladinha. Devem ser uns 30 convidados.” e ontem (08) ironizou a situação ao ser questionado por jornalistas, dizendo que “tem 1.300 convidados, mas quem tiver amanhã aqui, se tiver mil, a gente bota para dentro. Vai dar mais ou menos 3 mil pessoas no churrasco”.

As reações às falas do presidente não tardaram e hoje cedo, nas tendências de tópicos do Twitter (topic trends), “churrasco da morte” estava em 1º lugar. Um usuário, Corrente do Bem, escreveu: “em qual país do mundo o presidente da república fez um churrasco enquanto o país batia 10 mil mortos pelo coronavírus?”, para depois adicionar números comparativos com outras tragédias: “três atentados de 11 de Setembro, 139 aviões da Chapecoense, 40 Boates Kiss, 13 vezes os mortos por Dengue em 2019”.

Teich, como Mandetta, tem sido cauteloso ao abordar o assunto da volta normal às atividades, incluindo as econômicas, durante as lives quase diárias das quais participa nas redes sociais do Ministério da Saúde e mantém uma proposta alinhada a da OMS (Organização Mundial da Saúde), a de que o isolamento social é, atualmente, a única medida eficaz para combater a pandemia.

Já Bolsonaro sempre adotou a posição de minimizar a crise e já chamou a COVID-19 de “gripezinha”. Ele também incentivou o uso da polêmica cloroquina, dando a entender que ela curaria a doença. O assunto, na época, provocou debates de usuários em redes sociais, em defesa e não do presidente e do medicamente, levando instituições como a Fiocruz a emitirem comunicados afirmando que a substância não tinha eficiência comprovada e que poderia ser tóxica se ingerida na dose errada. Nos Estados Unidos, onde Trump havia feito declarações parecidas, uma pessoa chegou a morrer por tomar uma dose excessiva.

Veja algumas frases polêmicas do presidente Jair Bolsonaro sobre a COVID-19

  • Em 24 de março: "Pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria acometido, quando muito, de uma gripezinha ou resfriadinho.”
  • Em 26 de março: "Eu acho que não, não vamos chegar a esse ponto (tantos casos quanto os Estados Unidos), até porque o brasileiro tem que ser estudado. O cara não pega nada. Eu vi um cara ali pulando no esgoto, sai, mergulha... Tá certo?! E não acontece nada com ele."
  • Em 28 de abril: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre”.

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