COVID-19: OMS projeta aumento de casos na Europa nos próximos meses

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14 de setembro de 2020


Após uma tentativa de volta à normalidade durante os últimos 2 meses, durante as férias de verão, a Europa agora está em alerta máximo para o agravamento da pandemia de Covid-19 no continente. Entre os países que estão vendo a crise ganhar força está a França, por exemplo, que notificou um número diário acima de 10 mil pela primeira vez - índice que é pior do que quando o país viveu o ápice da pandemia, entre março e maio passados.

Em estado de atenção estão a Áustria, Dinamarca, Estônia, França, Hungria, Irlanda, Itália, Holanda, Noruega, Portugal, República Tcheca, Eslováquia, Eslovênia e o Reino Unido, que, segundo o ECDC (European Centre for Disease Prevention and Control), tiveram um aumento de casos COVID-19 nos últimos 14 dias.

De olho na situação, Hans Kluge, diretor do escritório da OMS na Europa, alertou que os casos devem aumentar no continente neste Outono (no Hemisfério Norte), entre os meses de setembro e dezembro. "Vai ser mais difícil. Em outubro, novembro, haverá mais mortalidade", disse.

Estudantes contaminados

A maioria dos países europeus reabriu suas escolas durante as últimas três semanas para o ano escolar 2020-21, no entanto, esta volta à normalidade não está sendo fácil. Na França, há duas semanas ao menos 20 escolas foram fechadas logo depois dos primeiros 10 dias de aula, após estes locais detectarem que alguns alunos estavam contaminados com o Sars-Cov-2.

Já na Espanha, nem mesmo as duas princesas herdeiras do trono, Leonor e Sofia, escaparam de uma situação parecida: após terem voltado à escola por apenas 5 dias, na sexta-feira passada a imprensa reportou que uma colega de Leonor havia testado positivo para Covid, o que está obrigando a princesa a ficar em quarentena. Enquanto isto, sua irmã e seus pais, o rei Felipe e a rainha Letizia, estão todas as medidas protetivas, como o uso de máscaras, enquanto são monitorados.

Na Itália e em Portugal as escolas reabriam hoje, com um alerta do primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte aos alunos de seu país: "este regresso à escola é muito importante. Haverá desafios e problemas, especialmente no início. Todos terão que fazer a sua parte e se empenhar em respeitar as regras para proteger não só a própria saúde, mas também a dos entes queridos".

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