COVID-19: Brasil tem 1.156 mortos em 24h e total ultrapassa 85 mil

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25 de julho de 2020

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (Conass), no Brasil, o coronavírus já causou a morte de 85.238 brasileiros. Apenas entre quinta (23) e sexta-feira (24) foram confirmados 1.156 novos óbitos.

Neste período, o país também registrou 55.891 novos casos de Covid-19. O número total de infectados no país é de 2.343.336. Nesta semana a Organização Mundial da Saúde relatou recordes de contaminações no mundo todo, quase metade nos Estados Unidos, Brasil e Índia.

Na sexta-feira (24) foram 284.196 casos e 9.753 mortes em todo o planeta. Um dia antes, quinta-feira (23), os números já assustavam: 247 mil infectados confirmados e 7.097 óbitos. Mais de 15,2 milhões de pessoas já pegaram a doença em todo o mundo oficialmente. Os casos fatais somam quase 626 mil.

Os dados da semana epidemiológica atual ainda não foram consolidados, mas o país registra mais de sete mil mortes por período há cinco semanas consecutivas, segundo as informações fechadas até 18/07.

Segunda onda da síndrome respiratória aguda

Segundo o Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz, alguns estados brasileiros já começam a registrar uma nova onda de crescimento nos casos de síndrome respiratória aguda (SRAG), uma das principais complicações da Covid-19. As informações, compiladas até 18/07, indicam que o número de novos casos semanais havia iniciado processo de queda, mas voltou a subir no Amapá, Maranhão, Ceará e Rio de Janeiro.

Enquanto isso, outras unidades da federação ainda enfrentam a primeira onda da síndrome. É o caso de todos os estados da região Sul, além de Sergipe e Mato Grosso do Sul, por exemplo. Mais de 99% das mortes por SRAG no Brasil atualmente ocorreram em pacientes infectados pelo coronavírus.

De acordo com as informações consolidadas dessas duas semanas, todas as unidades da federação estão em alerta para SRAG. As maiores incidências (acima de 10 casos por 100 mil) foram registradas no Ceará, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Paraná.

Sobra cloroquina, faltam anestésicos

A sanha genocida do governo Bolsonaro fica cada vez mais escancarada quando analisamos a característica da execução dos recursos do Ministério da Saúde do governo federal, segundo o médico Alexandre Padilha para o Brasil de Fato.

O último capítulo são as provas que mostram que Bolsonaro tem direcionado os recursos públicos para medicamento sem eficácia, como a cloroquina, que está com um estoque acumulado. Fora isso, existem os gastos e compras de insumos da Índia seis vezes maior do que o preço normal, ao mesmo tempo em que faltam recursos públicos e iniciativas do governo federal para a compra de medicamentos com eficácia já reconhecida e comprovada, como por exemplo, anestésicos fundamentais para manter os pacientes em ventilação mecânica e salvar vidas.

As evidências vêm das informações obtidas junto às atas de reuniões do Ministério da Saúde e do comitê de operação emergencial do governo federal, que mostram que há mais de dois meses o Ministério havia sido noticiado de duas questões: uma, do risco real da falta de medicamentos anestésicos fundamentais para manter os pacientes em ventilação mecânica; a outra é sobre a incapacidade da indústria nacional multiplicar a produção de cloroquina como queria Bolsonaro.

O que fez o governo federal? Não tomou atitudes concretas - e usou mecanismos para esconder as informações em relação ao risco da escassez dos medicamentos anestésicos, que geraram uma grande crise que se arrasta á quase 2 meses nas UTI's. E agora chegou o momento mais crítico, como por exemplo o que se passa no estado do Paraná. E colocou em marcha, com alta velocidade uma importação absurda de insumos, para a produção de cloroquina, além de receber a cloroquina descartada pelo governo norte-americano.

Este é mais um capítulo da novela genocida de Bolsonaro que mostra claramente que existem atos deliberados para colocar a população em risco. Porque gastar recursos do Ministério da Saúde com medicamentos sem eficácia e não investir esses recursos na compra e na aquisição de medicamentos com eficácia comprovada como os anestésicos, é, sim um ato deliberado para colocar a população em risco.

Mais grave ainda são as evidências registradas nas próprias atas, que o tempo todo, tanto o Ministério da Saúde, sob ocupação militar, quanto outros membros do próprio comitê, tomaram atitudes deliberadas para esconder essa informação, para que essa informação não viesse à tona.

Chegam a existir recomendações claras de que os dados não poderiam ser divulgados. Aliás, o Ministério da Saúde, a Anvisa e seus membros omitiram essa informação quando foram convocados na comissão externa no enfrentamento à Covid-19 exatamente para tratar deste tema.

Qual o resultado? Muitas vidas já se foram pela falta deste anestésico. E agora, sobretudo, os estados da região sul do país, que é o novo epicentro do crescimento de casos, estão em uma crise sem precedentes com a ausência destes medicamentos.

Sobra cloroquina, medicamento sem eficácia e faltam anestésicos, medicamentos com eficácia.

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Fontes

Domínio Público Esta notícia é uma transcrição total da Brasil de Fato.
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