COVID-19: Brasil registra mais de mil óbitos num domingo pela primeira vez

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8 de junho de 2020

O Brasil teve ontem (07) 1.113 novas mortes por COVID-19, segundo o CONASS (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde). O dado foi revelado no final da tarde, antes do Ministério da Saúde (MS) divulgar números conflitantes, primeiro afirmando que os óbitos entre os dias 06 e 07 haviam sido mais de mil e, depois, que haviam sido apenas 525. O erro do MS veio um dia após o órgão tirar do ar o website Covid Brasil, com todas as cifras da pandemia no país, e após afirmar que faria uma recontagem nos números.

Esta foi a primeira vez que o Brasil registrou mais de mil mortes por COVID num domingo.

Acesse o Painel do CONASS aqui: http://www.conass.org.br/painelconasscovid19

A polêmica e o impasse na divulgação dos dados

O CONASS passou a divulgar um painel com todos os números referentes à pandemia de COVID-19 no Brasil ontem, após o MS começar a fazer a divulgação apenas após as 22 horas – segundo o presidente Bolsonaro, para acabar com “matéria no Jornal Nacional – tirar do ar o site Covid Brasil com todos os dados e afirmar que faria uma recontagem dos números por acreditar que as Secretarias Estaduais estariam aumentando as cifras de mortes e casos de COVID “para ter mais orçamento”.

A postura do órgão gerou polêmica e impasse não só com a imprensa nacional e o CONASS, que emitiu uma nota dizendo que “repudiava” a postura do MS, mas também com políticos, cientistas, órgãos públicos e a imprensa internacional.

O Ministério Público Federal abriu um procedimento ainda no sábado (06) exigindo que o ministro interino da Saúde, o general Eduardo Pazuello, apresentasse explicações em até 72 horas. Já a JHU (Johns Hopkins University), que faz a atualização dos dados sobre a pandemia quase em tempo real, chegou a tirar o Brasil de todas as suas listas de dados no sábado, dia em que também o deputado estadual e ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta disse “que omitir informações era ainda mais grave que o vírus em si”.

Já no exterior, jornais como os britânicos The Guardian e Financial Times colocaram o assunto nas suas manchetes negativamente. O The Guardian escreveu, por exemplo, que "Bolsonaro esconde número de mortes e total de casos por coronavírus no Brasil".

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