Brasileiros podem estar envolvidos em escândalo que envolveu Nações Unidas e Saddam Hussein

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6 de fevereiro de 2006

Brasil

O jornal O Estado de São Paulo publicou hoje uma notícia dizendo que segundo O Globo "quatro indústrias brasileiras, um grupo político ligado ao PMDB paulista, o MR-8, dois empresários e um diplomata" estariam a ser investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público por terem participado de um esquema de fraudes no programa Petróleo-por-Alimentos das Nações Unidas (ONU) que beneficiou o ex-Presidente do Iraque Saddam Hussein.

Os brasileiros são citados numa lista publicada em 25 de janeiro de 2004 pelo jornal iraquiano al_Mada, que relaciona 270 indivíduos e organizações de vários países que teriam supostamente lucrado com contratos de venda de petróleo por intermédio do programa da ONU. A lista baseia-se em mais de 15 mil documentos que supostamente foram encontrados na corporação de petróleo estatal iraquiana, a qual tinha ligações com o Ministério do Petróleo do Iraque.

O Programa Oil-for-Food ou Petróleo-por-Alimentos (ou Petróleo-por-Comida) foi estabelecido pelas Organização das Nações Unidas em 1996 para permitir que o Iraque vendesse petróleo para o mercado mundial em troca de comida, remédios e outros suprimentos de valor humanitário.

Segundo as denúncias, algumas companhias que participaram do programa superfaturavam em até 10% as contas. Parte do dinheiro era desviada para as contas bancárias privadas de Saddam Hussein ou outros funcionários do regime. Parte do dinheiro ficava com as próprias companhias.

Estimativas mostraram que Saddam juntou 21 bilhões de dólares a fim de subornar políticos estrangeiros para apoiar decisões contrárias aos EUA e financiar organizações terroristas e que pelo menos 74 milhões de dólares do programa Petróleo-por-comida foram direto para o Hamas. Há suspeitas de que parte do dinheiro tenha ido para a organização Al Qaeda.

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