Brasil já reconheceu 38 mil venezuelanos como refugiados este ano

1 de setembro de 2020

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Cerca de 8.000 venezuelanos que vivem no Brasil foram identificados como refugiados há alguns dias e, a partir de agora, poderão se registrar e facilitar o acesso a direitos brasileiros, como educação e saúde.

As petições de 7.795 adultos e 197 menores (total de 7.992) foram aprovadas em votação na sexta-feira (28) por meio do Conselho Nacional para Refugiados (Conare) do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“Não só o Conare, mas o governo brasileiro, o poder Executivo, reafirma sua política com essa população que muito tem sofrido. Vemos isso no dia a dia. Quem já esteve em Roraima, em Boa Vista, e também em Manaus, consegue ver o sofrimento dessa população e o que eles vêm passando. Muitas famílias vieram caminhando em uma situação bastante singular e triste. Mas também tiveram a oportunidade de refazer suas vidas no Brasil”, disse o coordenador-geral do Conare, Bernardo Laferté.

“É a segunda vez que o Conare reconhece a situação de grave e generalizada violação de direitos humanos na Venezuela. Ele está prorrogando a validade por mais 12 meses. A primeira vez foi no ano passado, imaginando que a situação lá poderia melhorar, o que não aconteceu. Essa decisão beneficia os venezuelanos em nosso território e os acolhe como refugiados aqui no Brasil”, explicou Bernardo Laferté.

“Esses venezuelanos estarão plenamente integrados à nossa população. Assim como nós, eles também vão produzir, gerar riquezas no Brasil. Hoje estão buscando nossa ajuda, amanhã, eles vão estar com um negócio próprio oferecendo emprego e ajuda também à população brasileira”, avaliou o coordenador-geral do Conare, Bernardo Laferté.

O jovem Gleiker Mauricio Sifontes, de 19 anos, é um dos venezuelanos que deixaram seu país. “Estava estudando e trabalhando na Venezuela, mas a realidade era que não dava nem pra comer. Foi muito difícil escolher para qual país sair, mas foi a melhor decisão do mundo vir para o Brasil”, relatou.

“Aqui tem saúde e educação muito boas, meu irmão já está estudando. Estou trabalhando e tem trabalho demais. Sou mágico e na Venezuela não tinha mais motivação, esperança. Sou muito grato a essa oportunidade dada pelo governo do Brasil”, disse. “Quando chegamos em Roraima temos a documentação, CPF, RG, rapidamente. Sou muito grato e agora tenho muitas metas para traçar porque sei que aqui posso cumprir”, completou o jovem.

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