Brasil e Argentina jogam em clássico pela Copa 2018

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Agência Brasil

10 de novembro de 2016

Nos arredores do Mineirão, os torcedores que irão assistir hoje (10) ao confronto entre Brasil e Argentina admitem pouca preocupação com o resultado final. Para eles, mais importante do que placar é um bom desempenho dos astros Neymar e Messi. A partida, que colocará em lados opostos dos dois atletas do Barcelona, é válida pelas eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2018, que será disputada na Rússia.

O confronto tem promessa de casa cheia. As últimas 3.500 entradas começaram a ser comercializadas nas bilheterias do Mineirão a partir de 18h. Já com ingresso na mão, o estudante de engenharia Natan Gonzales, 23 anos, diz que irá torcer pelo Brasil caso se sinta empolgado com o futebol apresentado. "Essa turbulência dos últimos anos foi esfriando o carinho pela seleção", lamenta ele, destacando que a culpa da situação se deve ao futebol mal jogado, à convocação de jogadores desinteressados e à contratação de treinadores ruins. Ele acha que o atual técnico Tite pode mudar esse panorama.

Para Natan, a grande expectativa é com o desempenho dos renomados jogadores de ambas as equipes. "Esse é o maior clássico de todos os esportes. É uma sensação especial. Além disso, Messi está com 29 anos e provavelmente será a última vez que ele jogará no Mineirão. Ver Neymar também na sua melhor condição é talvez outra oportunidade única", diz.

Um empate deixaria o estudante satisfeito. "Dar uma moral para os hermanos não faz mal, até porque uma Copa do Mundo sem nossos vizinhos seria muito sem graça. Em caso de derrota, eles correm sérios riscos de ficarem de fora", lembra. A Argentina não vence há três jogos e somou apenas dois pontos nos últimos nove disputados. Atualmente ela está na sexta colocação. Apenas os quatro primeiros asseguram sua classificação para a Copa do Mundo de 2018. O quinto colocado precisará superar uma seleção da Oceania, em partida de repescagem.

O analista de custos Gabriel Nazar, 19 anos, é outro que torcerá para o Brasil, mas sairá satisfeito mesmo com placar adverso desde que o jogo seja bom. Ele acredita que Neymar terá condições de quebrar um tabu. O atacante brasileiro já enfrentou Messi em quatro ocasiões e nunca venceu, sequer fez um gol. O astro argentino conquistou três vitórias, um empate e balançou as redes seis vezes. Três desses encontros ocorreram em partidas amistosas entre o Brasil e a Argentina. O quarto confronto entre os dois jogadores se deu quando Neymar ainda defendia a camisa do Santos, que acabou goleado por 4 a 0 para o Barcelona na final do Mundial de Clubes de 2011.

"Nas outras vezes a Argentina era superior ao Brasil e o Barcelona era superior ao Santos. Agora vejo as duas seleções no mesmo nível, e o fator Tite dá esperanças para acreditar que o Brasil vença hoje. E com gol do Neymar, nosso melhor jogador", analisa Gabriel.

A citação recorrente de Tite pelos torcedores é justificada. Em sua quinta partida no comando da equipe, ele está com 100% de aproveitamento: até agora, são quatro vitórias em quatro jogos. Ele assumiu a seleção na sexta posição e hoje o Brasil é líder das eliminatórias da América do Sul.

O videomaker Philippe Norman, 26 anos, também acha que Tite trouxe confiança à seleção. Nascido em Minas Gerais, a influência do pai paulista o levou a torcer para o Corinthians, último clube dirigido pelo atual treinador da seleção. Tite comandou a conquista corintiana do Campeonato Brasileiro de 2015. Philippe tem motivos para acreditar no bom desempenho do técnico. "Confio muito no trabalho do Tite. Jogo a jogo, a seleção vai entrando no eixo novamente. Tenho certeza que estamos longe de um time como o que ganhou o penta, mas acredito que é possível ir além se jogar um futebol feijão com arroz".

Conforme sinalizado pelo técnico Tite, o provável time titular do Brasil terá Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Marcelo; Fernandinho, Paulinho, Renato Augusto e Phillipe Coutinho; Neymar e Gabriel Jesus. Por sua vez, os argentinos deverão ser escalados por Edgardo Bauza com Sergio Romero; Pablo Zabaleta, Nicolás Otamendi, Ramiro Funes Mori e Emanuel Mas; Javier Mascherano, Enzo Perez, Lucas Biglia e Angel Di María; Messi e Gonzalo Higuaín.

Carinho[editar]

Ontem (9), Tite deu declarações à imprensa dizendo que reconhece o carinho que os torcedores do Atlético-MG tem com a Argentina, mas acredita que eles irão incentivar a seleção brasileira. Assim como ocorreu durante toda a Copa do Mundo de 2014, os argentinos estão se preparando para o confronto na Cidade do Galo, como é chamada as estruturas de treinamento do clube mineiro. Além disso, o atacante atleticano Lucas Pratto foi convocado pelo técnico argentino Edgardo Bauza. O zagueiro Otamendi também possui uma identificação com o torcedor do Atlético-MG pela sua curta porém positiva passagem no clube em 2014.

Por outro lado, a seleção brasileira não possui, desta vez, nenhum atleta que defende os clubes mineiros. Apenas o zagueiro Gil teve uma passagem pelo Cruzeiro entre 2009 e 2011. Conforme esperado por Tite, o atleticano Gabriel Nazar confirma a torcida pela seleção. Por outro lado, ele não irá deixar de comemorar caso Lucas Pratto balance as redes. "Vou gritar igual um maluco", garante.

Pratto não irá começar entre os titulares, mas pode ser opção do treinador argentino para entrar ao longo da partida. Natan Gonzales, também atleticano, pretende ter o mesmo comportamento que Gabriel. "Mesmo estando a favor do Brasil, se ele entrar em campo torço para que faça um gol. E, claro, irei aplaudi-lo, pois temos que valorizar o que é nosso", defende.

Todo esse carinho se torna, para alguns, fonte de renda. Juan Avelar aproveitou a oportunidade para vender máscaras de jogadores. As do Pratto e de Neymar são as mais procuradas."Estou aqui desde cedo. Ainda não parei pra contar e não tenho ideia de quanto já faturei. Mas as vendas estão excelentes", conta. Ele ficará nos arredores do estádio até o final de partida e já tem o placar favorito. "4 a 3 pro Brasil. Quatro gols do Neymar e três do Pratto, para terminar de vender tudo".

Fonte[editar]

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