Brasil: Chanceler defende Mike Pompeo e compara Maduro a 'narcotraficante'

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Ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo

25 de setembro de 2020

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, defendeu nesta quinta-feira (23) o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, que esteve na semana passada em Boa Vista (RR) para visitar a Operação Acolhida. A força-tarefa mantida pelo governo brasileiro oferece assistência emergencial a refugiados venezuelanos que entram no Brasil pela fronteira com Roraima.

A defesa de Pompeo ocorreu durante uma audiência pública promovida pela Comissão de Relações Exteriores (CRE). Segundo o chanceler brasileiro, ao contrário do que foi veiculado por órgãos de imprensa, o colega norte-americano não pregou a derrubada do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante a visita a Roraima. Para Araújo, a “polêmica” em torno das declarações de Mike Pompeo se deu “por má tradução” em uma entrevista coletiva.

— Foi traduzido que ele teria dito: “O nosso mundo está consistente e a gente vai tirar essa pessoa e vai colocar no lugar certo”. Como se estivesse se referindo a Nicolás Maduro. Na verdade, o que ele disse em inglês foi: “Nossa vontade é consistente, coerente. Nosso trabalho será incansável e chegaremos ao lugar certo. Estou em Boa Vista porque estamos trabalhando juntos com o Brasil para ajudar o povo da Venezuela a superar a crise humanitária feita pelo homem, ocasionada pelo regime ilegítimo de Nicolás Maduro”. Nada foi dito que possa ser considerado nenhum tipo de ameaça, agressão ou qualquer coisa nesse sentido — disse Ernesto Araújo.

O ministro informou que a visita a Boa Vista foi sugerida pelo próprio Mike Pompeo. Segundo Ernesto Araújo, o governo norte-americano já destinou mais de US$ 64 milhões à Operação Acolhida, que assegura alimentação, higiene pessoal, aulas de português e segurança a refugiados venezuelanos em 13 abrigos temporários. Desde 2018, o Brasil desembolsou mais de US$ 400 milhões com a iniciativa.

— Os Estados Unidos são os maiores financiadores das operações da Agência das Nações Unidas para Refugiados e da Organização Internacional de Migrações. Parece que faz todo o sentido que o secretário de Estado, que tem esse interesse em contribuir com a Operação Acolhida, visite as instalações — afirmou.

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