Boris Johnson: Se a Rússia invadir a Ucrânia, Putin e seus associados enfretarão duras sanções

20 de fevereiro de 2022

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Agência VOA

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse neste domingo (20) que o Reino Unido aplicará as sanções económicas “mais duras possíveis” contra a Rússia se invadir a Ucrânia.

Johnson disse à BBC que as sanções não atingiriam apenas o presidente Vladimir Putin e seus associados, “mas também todas as empresas e organizações com importância estratégica para a Rússia.”

O líder britânico disse: “Vamos impedir que as empresas russas levantem dinheiro nos mercados do Reino Unido, e estamos até com os nossos amigos americanos para impedi-los de negociar em libras e dólares.”

O presidente francês Emmanuel Macron e Putin tiveram uma conversa telefónica na manhã de domingo, que o ‘Eliseu’ descreveu como “esforços finais possíveis e necessários para evitar um grande conflito na Ucrânia.”

A conversa ocorreu duas semanas após o líder francês ter estado em Moscovo para dissuadir Putin de invadir a Ucrânia.

“Precisamos de travar Putin, porque ele não vai parar na Ucrânia”, disse Liz Truss, secretária de Relações Exteriores da Grã-Bretanha, em entrevista ao The Daily Mail sobre a invasão aparentemente iminente.

“Putin disse tudo isso publicamente, que ele quer criar a Grande Rússia, que ele quer voltar à situação como era antes, onde a Rússia tinha controlo sobre grandes áreas da Europa Oriental.”

Ursula von der Leyen, chefe da Comissão Executiva da União Europeia, disse: “O pensamento perigoso do Kremlin, que vem directo de um passado sombrio, pode custar à Rússia um futuro próspero.”

Ela disse que se a Rússia invadir a Ucrânia, terá acesso limitado aos mercados financeiros e produtos de tecnologia, de acordo com um pacote de sanções que está a ser preparado.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy disse no sábado (19) que quer se encontrar com Putin para negociar uma solução para a crise que viu milhares de tropas militares russas posicionadas ao longo das fronteiras da Ucrânia.

“Não sei o que o presidente da Federação Russa quer, então proponho uma reunião”, disse Zelenskiy na Conferência de Segurança de Munique.

Retirada

Enquanto isso, Áustria, França e Alemanha são as últimas nações a exortar os seus cidadãos a deixar a Ucrânia, em antecipação a uma invasão iminente. A Lufthansa, a companhia aérea alemã, também cancelou voos para Kiev e Odessa, um porto ucraniano no Mar Negro.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, se reunirá com o Conselho de Segurança Nacional no domingo, anunciou a Casa Branca, no sábado, reafirmando que "a Rússia pode lançar um ataque contra a Ucrânia a qualquer momento", disse a adida de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki.

Putin presidiu exercícios militares no sábado, enquanto os bombardeamentos aumentavam, no leste da Ucrânia.

O Ministério da Defesa da Rússia disse que os exercícios de sábado, que o Kremlin diz terem sido planeados anteriormente para verificar a prontidão, envolveram lançamentos submarinos de mísseis balísticos intercontinentais, com Putin e o presidente da Bielorrússia observando.

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