Bolsonaro recebe prêmio nos EUA e diz que ser presidente foi "milagre"

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16 de maio de 2019

Hoje (16), em Dallas, Texas, o presidente Jair Bolsonaro ganhou o Prêmio Personalidade do Ano da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. O evento foi realizado pelo Conselho de Assuntos Mundiais, além de ministros do governo brasileiro, dezenas de empresários participaram. Em um discurso de improviso, que durou cerca de 13 minutos, o presidente brasileiro enfatizou a atitude de seu governo em relação aos Estados Unidos, criticou políticos de esquerda e o antigo governo e reiterou que sua eleição foi resultado de um "milagre".

"Realmente aconteceu o que eu chamo de milagre, no Brasil. Ou melhor, dois milagres. Um, eu agradeço a Deus pela minha sobrevivência. E o outro, pelas mãos de grande parte dos brasileiros, alguns morando aqui nos Estados Unidos, me deram a missão de estar à frente desse grande país, que tem tudo para ocupar um local de destaque no mundo, mas que, infelizmente, por políticas nefastas de gente que tinha ambição pessoal acima de tudo, não nos deixaram ascender. Com verdade, comecei andando sozinho por todo o Brasil. Às vezes, gente da própria casa achava que tinha algo errado comigo, tendo em vista o que eu almejava. Mas não almejava por mim, sabia dos problemas", disse.

Bolsonaro comparou o Brasil com Israel e ressaltou a parceria com os Estados Unidos: "O Brasil de hoje é amigo dos EUA, respeita os EUA, quer o povo americano e os empresários americanos ao nosso lado". Além disso, criticou as eleições na Argentina: "O meu amigo Macri enfrenta dificuldades e vê crescer a possibilidade de uma presidente última voltar ao poder – essa que era amiga do PT no Brasil, de Hugo Chávez, de Nicolás Maduro, dentre outros, além de Fidel Castro. Vamos colaborar no que for possível com aquele país, sem nos imiscuirmos nas questões internas, mas sabedores de que se tivermos uma outra Venezuela no Cone Sul da América do Sul, os problemas são enormes para nós e, com toda certeza, para os senhores".

Anteriormente, o evento em homenagem ao presidente seria realizado em Nova Iorque, mas o governo brasileiro cancelou a agenda na cidade depois que o prefeito Bill de Blasio o criticou. Bolsonaro mencionou o assunto em seu discurso e disse que lamentava: "Eu lamento muito o ocorrido nos últimos dias, de não poder comparecer em outra cidade. Não posso ir à casa de uma pessoa onde alguém de sua família não me quer bem. Mas o meu amor, meu respeito e minha consideração por todos os Estados Unidos, inclusive os nova-iorquinos, continuarão da mesma forma".

O presidente partiu para o Texas na terça-feira (14) para uma visita de dois dias. Ontem (15), Bolsonaro conheceu o ex-presidente dos EUA George W. Bush e o senador do Texas Ted Cruz e visitou o museu que apresenta a história do assassinato do ex-presidente dos EUA, John F. Kennedy. O presidente retornará ao Brasil nesta manhã de sexta-feira (17).

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