Banco do Brasil compra metade do Banco Votorantim

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Agência Brasil

9 de janeiro de 2009

Brasília

O presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco de Lima Neto, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Votorantim, José Ermírio de Moraes Neto, durante entrevista sobre a compra de parte da instituição pelo BB. Foto: Valter Campanato/ABr

O Banco do Brasil anunciou hoje (9) a compra de parte do Banco Votorantim por R$ 4,2 bilhões. Com o negócio, o Banco do Brasil passará a deter 49,99% do capital volante e 50% do capital social do Votorantim. A operação depende ainda de aprovação do Banco Central do Brasil. Os dirigentes do BB e do Votorantim explicam neste momento detalhes do negócio no Ministério da Fazenda.

Um documento conjunto enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pelos bancos afirma que a operação “objetiva o crescimento no longo prazo aliando duas instituições inteiramente brasileiras e de importância histórica”.

O texto diz ainda que com a aquisição o Banco do Brasil visa a fortalecer o setor de concessão de financiamento de veículos, mercado que o Banco Votorantim atuou com rápido crescimento.

Os valor negociado foi calculado por consultores contratados pelo BB levando em conta, entre outras metodologias adotadas, "as perspectivas de rentabilidade futura e o fluxo de caixa descontado do Banco Votorantim, devidamente ajustados pela conjuntura econômica atual", segundo a nota distribuída. O preço da aquisição poderá sofrer ajuste em decorrência de eventuais contingências relativas ao período anterior à conclusão da operação, segundo explica o documento.

O Banco Votorantim tem sede em São Paulo e é o sétimo banco em ativos do Sistema Financeiro Nacional. Além disso, atua de forma diversificada em segmentos como financiamento, mercado de capitais, corretora.

Em novembro do ano passado o Banco do Brasil já havia comprado o Banco Nossa Caixa, que pertencia ao estado de São Paulo. O valor da transação foi de R$ 5,38 bilhões. A compra foi feita após a fusão de dois bancos privados o Itaú-Unibanco. Com a fusão desses dois bancos, o Banco do Brasil, que ocupava a posição de maior banco brasileiro caiu para a segunda posição.

Fontes