Bahia tem produção de soja recorde

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2 de maio de 2021

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A região Oeste da Bahia já tem cerca de 90% da safra 2020/21 de soja colhida e os números da produção deixam claro o desenvolvimento e a importância dessa cultura para a Bahia. O Oeste representa 99% da produção da oleaginosa no estado, com 1,7 milhão de hectares plantados, e por isso seus números são tão decisivos ao se delinear a performance da soja na Bahia.

Dados fornecidos pelo Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA) mostram que o estado tem a maior produtividade de soja do país, chegando a 67 sacas/hectare, e com viés de alta. Isso representa aumento de 7,5% com relação ao ciclo passado, quando se chegou a 62 sacas/hectare. E mais, a produtividade deste ciclo é também maior do que a aferida em 2017/18, período até então celebrado como o melhor de todos os tempos para a soja baiana, quando a produtividade cravou as 66 sacas/hectare.

O aumento da produtividade, somado ao crescimento da área plantada em 4,9% na relação com o ciclo anterior, faz com que a produção de soja na Bahia chegue a algo próximo dos 6,8 milhões de toneladas, ainda segundo os dados da AIBA. Para se ter uma ideia desse agigantamento, basta comparar esse número aos 6,3 milhões de toneladas colhidas em 2017/18, naquele que era o melhor ciclo de soja na Bahia.

“Temos um novo recorde de produtividade. Temos um novo recorde de produção e um aumento significativo de área plantada. A soja da Bahia vem desfrutando, nos últimos anos, de grande destaque no cenário nacional, e este ciclo 2020/21, pelos números apresentados, eleva o impacto e a importância desse cultivo para um patamar ainda maior”, comenta Luiz Stahlke, assessor de agronegócio e membro do Conselho Técnico da AIBA.

Preço da saca

Outro fator que vem animando o produtor são os preços de comercialização da soja. Atualmente, a saca é cotada em torno dos R$ 160,00, sendo que nessa mesma época, ano passado, estava na casa dos R$ 85,00. É verdade que o produtor costuma antecipar a venda de parte da safra para financiar o plantio, mas também é fato que os preços atuais impactam muito positivamente no fechamento da contabilidade de quem investe no campo.

“Tradicionalmente, o agricultor comercializa entre 30% e 40% de sua produção antes mesmo do plantio e, com o tempo, segue fazendo negociações a partir de sua expectativa de colheita. A um momento como este, em final de colheita, é comum que o agricultor tenha já comercializado, antecipadamente, de 60% a 80% de sua produção, e muitas dessas negociações são feitas com o preço da saca da soja nos parâmetros anteriores, a valores menores”, diz Stahlke para depois explicar que “por outro lado, produtores já iniciam agora a venda antecipada do ciclo 2021/22, e pelos preços atuais da saca. Mas também temos que frisar que os valores de defensivos, fertilizantes e outros insumos vêm aumentando. Ao final, o produtor tem que lidar com todos esses referenciais para conseguir lucros na sua atividade”.

Para o secretário da Agricultura da Bahia, Lucas Costa, a performance da soja no Oeste é algo a ser muito comemorado. “O agronegócio baiano, como um todo, tem sido importante para a manutenção do equilíbrio na balança econômica do estado. Em 2020, por exemplo, o agro foi responsável por 23,8% do PIB da Bahia. As notícias sobre produtividade e produção recorde de soja, neste ciclo 2020/21, só mostram que estamos no caminho certo, incentivando produtores, associações, e buscando oferecer soluções que impactem positivamente nas cadeias produtivas”.

Os bons números da soja na Bahia também remetem a estimativas favoráveis para o próximo ciclo. Segundo Luiz Stahlke, espera-se que em 2021/22 a área plantada seja ainda maior, com aumento entre 3% a 4%. “No Oeste da Bahia, o aumento ou diminuição das áreas plantadas sempre se dão em uma relação entre as realidades dos mercados da soja, do milho e do algodão. Mas tudo indica que o plantio da soja vai seguir crescendo, consolidando a Bahia como um dos produtores mais importantes da oleaginosa no Brasil, lugar de grande interesse do mercado internacional consumidor”.

Fonte

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