Autoridades brasileiras são vinculadas às FARC

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3 de agosto de 2008

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Informações obtidas através da análise de emails contidos nos computadores do narcoguerrilheiro das FARC Raul Reyes mostram que autoridades brasileiras dos poderes executivo, judiciário e legislativo estão vinculadas diretamente com a narcoguerrilha comunista colombiana das FARC. Entre as pessoas envolvidas encontram-se pessoas do partido da situação: Partido dos Trabalhadores, e pessoas próximas ao atual Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O conteúdo dos emails que vinha sendo mantido em sigilo pelo governo colombiano foi divulgado neste último final de semana pela revista colombiana Cambio. Segundo a revista, o Presidente Álvaro Uribe teria passado a informação a seu homólogo Lula da Silva sobre o suposto envolvimento de brasileiros e integrantes do seu governo com as FARC para que ele então tomasse as devidas providências.

As seguintes pessoas estariam entre os principais contatos das FARC no Brasil:

  • José Dirceu, ex-ministro chefe da Casa Civil, afastado devido a desgaste do escândalo do mensalão.
  • Roberto Amaral, ex-ministro da Ciência e Tecnologia.
  • Erika Kokay, deputada do Partido dos Trabalhadores.
  • Gilberto Carvalho, chefe de Gabinete da Presidência da República.
  • Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores.
  • Marco Aurélio Garcia, assessor de Assuntos Internacionais.
  • Perly Cipriano, subsecretário de Direitos Humanos.
  • Paulo Vanucci, secretário de Direitos Humanos.
  • Selvino Heck, assessor especial da Presidência.

Os emails que envolvem o Brasil

Os emails evidenciam uma colaboração entre integrantes do Partido dos Trabalhadores, Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Partido Comunista do Brasil e frentes ou movimentos comunistas brasileiros. De acordo com os emails pode ter havido ajuda financeira para a narcoguerrilha proveniente de políticos e órgãos estatais brasileiros. Nos emails o embaixador das FARC para o Brasil Olivério Medina aparece como beneficiado por uma ampla rede de políticos e pessoas influentes da sociedade (professores, sindicalistas, etc) que teriam-no ajudado a sair da cadeia e receber asilo político, além de ter conseguido emprego público para sua esposa.

Convite ao acampamento

12 de junho de 2005 De: 'Raúl Reyes' A: 'José Luis'

Deveremos convidar o porta-voz do Brasil para que nos visite aqui e lhe explicar que em função de se chegar a definições se torna imprescindível sua reunião com o Secretariado. Devemos dizer que temos formas seguras de recebê-lo em nosso acampamento sem que seja descoberto pelas autoridades colombianas.

Apoio financeiro

6 de julho de 2005 De: 'Olivério Medina' A: 'Raúl Reyes'

Solidariedade recebida durante o primeiro semestre de 2005: deputado Paulo Tadeu US$ 833,33. Sindicato da Empresa de Energia da Brasilia US$ 666,66. Corrente Comunista Luis Carlos Prestes US$766,66. Senhora Solene Bomtempo US$ 250,00. Vereador Leopoldo Paulino US$ 433,33. Sindicato da Empresa de Aqueduto da Brasilia US$ 33,33.

Extradição de Olivério Medina

17 de setembro de 2005 De: 'Raúl Reyes' A: 'Torre'

Bastante significativa a solidariedade dos partidos comunistas do Brasil e de outros países com a luta das Farc no empenho de impedir a extradição do 'padre' (Francisco Medina, 'Padre Medina'). Existe no Brasil um importante grupo de amigos solidários conosco entre os quais sindicalistas, professores, congressistas, ministros, advogados e personalidades ocupados em pressionar pela liberdade imediata do Camilo.

O emprego da mulher de Olivério Medina

17 de janeiro de 2007 De: 'Olivério Medina' A: 'Raúl Reyes'

Na segunda-feira 15 'a Mona' começou no seu emprego novo para garantir que ela não fosse incomodada pela direita em algum momento, então a deixaram na Secretaria de Pesca desempenhando o que aqui é chamado de cargo de confiança ligado à Presidência da República.

Excursão pelo Brasil

15 de fevereiro de 2007 De: 'Olivério Medina' A: 'Raúl Reyes'

Os responsáveis pela organização da viagem do camarada Carlos Lozano são: Albertao e Pietro Lora em Guarulhos, São Paulo e Rio. Em Brasília: Paulo Tadeu, Erica Kokay. Para a atividade no Rio foi escalado o ex-deputado Federal Milton Temer, do Partida Socialismo e Liberdade (PSOL). E em Florianópolis um deputado estadual que eles ajudaram e está disposto a ajudar.

Encontro com ministros

23 de fevereiro de 2007 De: 'Olivério Medina' A: 'Raúl Reyes'

A Defensoria Pública está organizando com 'Mona' um encontro com o Ministro, Vice-ministro e o principal assessor da Secretaria de Direitos Humanos vinculada à Presidência, respectivamente Paulo Vannuchi, Perly Cipriano e Dalma de Abreu Dalasi, que é um jurista de prestígio que o ministro relator tem pavor. O vice-ministro Perly falará com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal. Serão visitadas entidades importantes que nos apoiaram, começando pela Comissão Brasileira de Justiça e Paz.

Agir com cautela e visita a Reyes

14 de abril de 2007 De: 'Olivério Medina' A: 'Raúl Reyes'

Devo atuar com cautela para não facilitar ao inimigo dando argumentos que levem ao questionamento do asilo. Neste sentido, terem conseguido levar a 'Mona' e a 'Timbica' para a capital do país, foi importante. Esta condição manterei até a neutralização. Obtida esta, terei passaporte brasileiro e você deve ser o primeiro em quem pensarei em ver.

Notícia não é novidade

As notícias de envolvimento do Partido dos Trabalhadores com narcoguerrilheiros e organizações terroristas não são novas. As relações desse partido com essas organizações é pública, embora bem discreta e no campo político, pelo menos desde a fundação por Fidel Castro e Luiz Inácio Lula da Silva da organização marxista chamada Foro de São Paulo. A organização desde sua fundação reuniu não apenas guerrilheiros das FARC, como remanescentes do Sendero Luminoso e MIR chileno.

O governo brasileiro nunca reconheceu as FARC como organização terrorista de facto, tendo inclusive dado asilo a um de seus integrantes: o ex-padre Olivério Medina (mencionado nos emails), apesar dos pedidos para que fosse extraditado por parte do governo colombiano.

No Brasil, a notícia do relacionamento de políticos e autoridades brasileiras com grupos terroristas foi tornada pública de maneira contundente há mais de 10 anos pelo jornalista Olavo de Carvalho, que depois de ter sido ignorado e boicotado pela maioria dos jornais onde trabalhou, resolveu divulgar suas informações através de um website: http://www.olavodecarvalho.org numa espécie de cruzada pessoal.

Além do Brasil, a análise dos emails já colocou sob suspeita de supostos colaboradores das FARC os governos da Venezuela e Equador.

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Fontes