Ativista egípcio espera que sua libertação dê esperança a outros presos

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5 de dezembro de 2020

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O diretor executivo da Iniciativa Egípcia pelos Direitos Pessoais (EIPR), um grupo de defesa de direitos humanos, libertado depois de ter sido detido por duas semanas por causa de desenhos feitos sobre o terrorismo, disse neste sábado, 5, esperar que sua libertação ajude outras pessoas ainda presas por acusações semelhantes.

Os activistas viram a detenção de Gasser Abdel Razek, no mês passado e de dois outros funcionários do grupo, como a mais recente escalada de uma ampla repressão à dissidência política do presidente Abdul Fatah Khalil Al-Sisi.

As prisões foram condenadas em todo o mundo.

O Ministério das Relações Exteriores do Egito disse, na altura, que o EIPR operava ilegalmente, uma acusação que o grupo nega.

Não houve ainda qualquer declaração oficial da procuradoria da República desde a libertação de Abdel Razek e o governo também não se pronunciou sobre o assunto.

Repressão de milhares

As prisões, que aconteceram depois que o EIPR organizou um encontro sobre direitos humanos com 13 diplomatas estrangeiros no Cairo a 3 de novembro, gerou raras críticas públicas em Estados ocidentais e uma campanha internacional nas redes sociais.

"Estamos na terceira década do século 21, o trabalho de direitos humanos continuará no Egito e noutros lugares", disse Abdel Razek em entrevista a partir da sua casa no Cairo.

"Espero que a nossa libertação tenha algum tipo de efeito nas centenas de pessoas que passam pela mesma situação”, sublinhou.

Grupos de defesa dos direitos humanos dizem que dezenas de milhares de pessoas foram detidas desde que Abdul Fatah Al-Sisi afastou a Irmandade Muçulmana do poder em 2013.

Fontes

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