Associação Médica critica “retaliação” cubana ao Mais Médicos

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18 de novembro de 2018

A Associação Médica Brasileira (AMB) qualificou de retaliação a decisão do governo cubano de romper o acordo com o Brasil do Programa Mais Médicos retirando os intercambistas do país.

A AMB divulgou ontem (17), que o governo brasileiro transferiu “de forma temerária” para Cuba parte da responsabilidade pelo atendimento na atenção básica e que isso deixou o Brasil “submisso aos humores” do governo de outro país. “Os impactos negativos previstos são os que estamos comprovando agora”.

No comunicado, a AMB cita que o programa foi criado a partir de uma premissa errada: a de que não havia médicos em número suficiente no Brasil. O que não existia, segundo a entidade, eram políticas públicas que atraiam e fixem esses profissionais nos municípios – sobretudo os menores e os mais distantes dos grandes centros urbanos.

“O governo brasileiro acabou optando pela importação de mão de obra numa condição análoga à escravidão: obrigada a abrir mão de mais de 70% do que o Brasil desembolsava e alocada independentemente das condições de trabalho existentes”.

Os atuais 458.624 profissionais existentes no Brasil atualmente são classificados pela entidade como suficientes para atender às demandas da população. “Essa crise será resolvida com os médicos brasileiros”, destacou a AMB. “Não vamos aceitar esta sabotagem com o povo brasileiro”, conclui o comunicado da associação.

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