Apple investiga denúncia de trabalho escravo na China

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15 de junho de 2006

A Apple investiga denúncias de que operárias da sua fábrica em Longhua, na República Popular da China trabalham em condições de semi-escravidão, com salários 50 dólares mensais, durante turnos de 15 horas. Na unidade são fabricados os players de áudio digital conhecidos como iPod. A notícia sobre as más condições de trabalho para os funcionários da Apple saiu publicada nos jornais americano The New York Sun e no britânico Mail on Sunday.

A pesquisadora da Humans Right Watch Mickey Spiegel disse que os órgãos que deveriam prestar auxílio aos trabalhadores para que fossem respeitados os seus direitos muitas vezes não funcionam adequadamente e a corrupção é generalizada. Ela declarou também que apesar de o salário e as condições de trabalho de chineses que trabalham para empresas ocidentais na China ser ruim segundo os padrões internacionais, ela é ainda melhor do que as condições de trabalho em muitas fábricas não-ocidentais.

De acordo com o jornal britânico Mail on Sunday, pelo menos metade dos trabalhadores da Apple em outra unidade da Apple, em Suzhou, têm seus pagamentos (no mínimo 80 dólares) descontados para compensar pelo aluguel do dormitório onde ficam, cujo acesso é proibido aos parentes e amigos dos funcionários, ou qualquer outra pessoa que não trabalha na fábrica.

Fontes