Altos funcionários norte-coreanos ameaçam Estados Unidos e Coreia do Sul por causa de exercícios militares

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Kim Yong Chol em 2019.
Imagem: The White House.

12 de agosto de 2021

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Kim Yo Jong em 2018.
Imagem: Kim Jinseok.

Seguindo a descrição dos exercícios militares conjuntos Estados Unidos-Coreia do Sul como "defensivos" pelas autoridades norte-americanas, os altos funcionários Kim Yong Chol e Kim Yo Jong emitiram declarações ameaçadoras à imprensa em 10 de agosto.

Os exercícios militares, que são realizados pelo Exército dos EUA e pelo Exército da República da Coreia, são uma medida empreendida pelos dois governos para se preparar em caso de um possível confronto entre o Norte e o Sul. No passado, o regime do Norte mostrou seu descontentamento com os ditos exercícios, emitindo declarações à imprensa e em alguns casos demonstrando a força dos mísseis.

General Kim Yong Chol, Diretor de Departamento do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia, disse em sua declaração que o confronto era inevitável, especificando que "como a Coreia do Sul e os Estados Unidos invariavelmente escolheram o confronto com nosso Estado, é claro que nós a Coreia do Norte também não podemos fazer outra escolha."

Kim Yo Jong, irmã do atual líder Kim Jong Un e vice-diretor do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia, disse que nenhuma paz poderia ser alcançada na península coreana enquanto as tropas militares dos Estados Unidos e equipamentos estivessem presentes em Território sul-coreano, pedindo a retirada da presença militar, disse que "Enquanto as forças dos EUA permanecerem na Coreia do Sul, a causa raiz do agravamento periódico da situação na península coreana nunca desaparecerá." Além disso, no comunicado, Kim disse que "apenas uma dissuasão substancial, e não palavras, pode garantir a paz e a segurança da península coreana".

Isso pode se referir ao silêncio do Norte nos canais de comunicação de rádio inter-coreanos, sem resposta nas linhas telefônicas entre o Sul e o Norte, nas quais as chamadas programadas eram realizadas todos os dias às 9h00 e 17h00.

A Coreia do Norte reabriu a linha direta após um hiato de 14 meses, com o regime expressando seu interesse em restabelecer os laços entre as duas nações. As comunicações foram interrompidas em junho passado, seguido pela destruição total do escritório de ligação conjunta coreana em Kaesong.

A Coreia do Norte está lidando atualmente com grandes problemas internos, já que graves enchentes atingiram várias regiões do país, inundando mais de mil casas e deslocando cerca de cinco mil pessoas.

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