Alexei Navalny, opositor de Putin, sai do coma após envenenamento

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

7 de setembro de 2020

Os médicos da clínica alemã Charité tiraram o opositor de Putin, Alexei Navalny, do coma induzido hoje e, segundo informações da Rádio Sputnik, ele está respondendo a comandos verbais.

O envenenamento pelo agente Novichok foi confirmado pelo governo alemão na semana passada, após Alexei ter sido levado às pressas e em estado grave para a Charité após passar mal durante um voo para Moscou.

Especialista militar da ONU contesta substância do envenenamento

Alexei Navalny não teria conseguido sair do coma se tivesse sido envenenado com Novichok, disse à RIA Novosti um ex-membro da comissão de armas biológicas e químicas, o especialista militar da ONU Igor Nikulin. "Se tivesse sido envenenado por Novichok, nunca o teríamos visto vivo - nem em uma semana ou em um mês - mas da família Novichok, é possível. É uma arma química binária, não particularmente tóxica. Só quando são misturados se obtém uma mistura infernal, milhares de vezes mais tóxica do que cada um de seus componentes separadamente" explicou Igor.

Segundo ele, se uma das substâncias for colocada na microcápsula e adicionada à água ou ao chá, se entrar no estômago e se dissolver, pode causar envenenamento horas depois, e o "traço" de tal substância se pareceria com uma substância do grupo "Novichok", disse o especialista.

Ajuda

Além do governo alemão receber Alexei a pedido da família, o empresário russo Yevgeny Prigozhin doou 1 milhão de rublos (cerca de 70 mil reais) para o tratamento na clínica Charité, que fica em Berlim.

Prigozhin é dono da empresa Concord Management and Consulting e já esteve na lista de "procurados" da Interpol.

Ele é ligado à Putin e sofre acusações nos EU de usar suas empresas de network para interferir nas eleições presidenciais de 2016.

Notícia Relacionada

Referência

Fontes

Compartilhe
essa notícia:
Compartilhar via Email Compartilhe via Facebook Tweet essa reportagem Compartilhe via WhatsApp Compartilhe via Telegram Compartilhe via LinkedIn Compartilhe via Digg.com Compartilhe via Reddit.com