Agatha toca terra no México como um furacão C2

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30 de maio de 2022

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O Agatha ao tocar solo

O furacão Agatha - primeiro ciclone tropical a ser nomeado na temporada de furacões do Pacífico Leste de 2022 - tocou terra no meio desta tarde, em horário local, na costa sudoeste do México como um furacão de categoria 2 (C2), com ventos sustentados de 120km/h e rajadas de 150km/h (veja vídeo aqui). O local exato onde o olho tocou solo foi a localidade La Redonda, na cidade de San Pedro Pochutla, no estado de Oaxaca.

O Conagua havia emitido diversos alertas nos últimos dois dias para ventos e chuvas fortes, principalmente em Chiapas, Oaxaca, Tabasco, Guerrero e Veracruz. Em Oaxaca, onde o furacão fez mais danos, a Defesa Civil criou refúgios temporários e cozinhas comunitárias para ajudar os desabrigados.

Agatha segue agora continente adentro, enfraquecendo, mas pode voltar a se fortalecer quando chegar ao Golfo do México (veja a trajetória aqui).

De Agatha para Alex

Meteorologistas já monitoram uma área de baixa pressão no Golfo, ao qual Agatha pode se juntar. Se este sistema alcançar ventos sustentados de 60-65km/h, será nomeado Alex, o primeiro ciclone tropical da temporada de furacões no Atlântico de 2022.

Segundo projeções do portal Windy, é grande a probabilidade para que isto aconteça, e Alex deve surgir (ou ressurgir) entre a quinta e sexta-feira no mar da costa de Yucatán (veja aqui), estado que terá atravessado. Depois seguirá pelo Golfo até a Flórida, que também deve atravessar, até chegar mais a norte no Atlântico, intensificado, porém se deslocando para nordeste, onde deve se dissipar no mar.

Furacão raro

Segundo o portal Yale Climate Connections, furacões no leste do Pacífico em maio (pré-temporada) são raros, com apenas 14 tendo sido registrados de 1971-2021. Jeff Masters, Ph.D. que trabalhou na NOAA, escreveu que a data de formação de Agatha em 28 de maio vem quase duas semanas antes da data média de formação da primeira tempestade nomeada do Pacífico leste, que é de 10 de junho para o período de 1991 a 2020 .

O NHC Eastern Pacific reportou no Twitter que "desde que a manutenção de registros começou em 1949, este é o furacão mais forte a atingir a costa do Pacífico do México em maio ".

A escala Saffir-Simpson

Todos os fenômenos de sistemas de baixa pressão - depressão, tempestade, ciclone, furacão e tufão - são classificados usando-se a Escala Saffir-Simpson, que prevê ventos sustentados de <62 para depressões a >252/km/h para furacões C5.

Quando chegam a categoria 3 (C3), com os ventos passando de 178/km, são chamados superciclones, superfuracões e/ou supertufões.

Referências

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Fontes