Academia de Hollywood expulsa Harvey Weinstein por assédios e abusos sexuais

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16 de outubro de 2017

Os 54 membros da junta na Academia de Hollywood, instituição encarregada do Oscar, anunciaram em uma nota, após a reunião urgente em sua sede de Los Angeles (no Estado de Califórnia) no último sábado (14), a decisão de expulsar uns dos seus membros, o produtor americano Harvey Weinstein, uns dos mais influentes cineastas por três décadas no Cinema dos Estados Unidos e no mundo na indústria cinematográfica, decisão sem precedentes feita em 90 anos.

Os membros da junta da Academia de Hollywood é instituição encarrega anualmente Oscar e da qual fazem parte grandes ícones do cinema, como Tom Hanks, Whoopi Goldberg e Steven Spielberg. O motivo do produtor americano Harvey Weinstein ser expulso da Academia de Hollywood é que seu nome está envolvido em um enorme escândalo de abusos e assédios sexuais contra mulheres (atrizes e anônimas) que se tem na história recente no cinema mundial.

Segundo a nota, os membros da Academia de Hollywood fizeram votação e como a maioria superava os dois terços necessários, decidiram expulsar Harvey Weinstein de maneira imediata. Os artistas na Academia de Hollywood são eleitos e membros por resto da vida. A nota enviou ao mundo a mensagem de que “a era da ignorância deliberada e da cumplicidade vergonhosa” com assédios e abusos sexuais terminaram.

Fazemos isto não só para nos separar de alguém que não merece o respeito dos seus companheiros, mas também para enviar a mensagem de que a era da ignorância deliberada e da cumplicidade vergonhosa com os comportamentos sexuais de depredadores na nossa indústria acabou. O que está em questão é um problema muito grave que a nossa sociedade não aceita.

Nota

Histórico

A expulsão de Harvey Weinstein representa importante mudança de rumo na Academia, que por quase um século, defendeu que os êxitos profissionais estão separados em escândalos pessoais. A instituição rejeitou em expulsar integrantes ligados ao cinema, como o comediante Bill Cosby (acusado de abusos sexuais por 60 mulheres), o produtor franco-polaco Roman Polanski (abusou sexualmente de uma garota de 13 anos), nem o ator e diretor Mel Gibson (em 2006, proferiu sob embriaguez duros comentários contra os judeus e em 2010, agrediu sua esposa e chegou a ser preso).

O escândalo de Harvey Weinstein explodiu no início de outubro, quando o jornal The New York Times e a revista The New Yorker revelaram o histórico de assédios sexuais cometidos durante três décadas, com relatos de mulheres que alegam terem sidas molestadas por Weinstein, conhecido por ser uns dos produtores mais conhecidos e poderosos de Hollywood, tendo inclusive ligações com a política americana, pois é filiado ao Partido Democrata e se encontrado inúmeros políticos democratas, incluindo os ex-presidentes Bill Clinton e Barack Obama.

Após o escândalo, surgiu uma lista de atrizes, modelos, cantoras e empregadas que alegam terem sofrido os abusos, que só vem crescido nos últimos dias e já chegou até ontem, 50 nomes. O caso também atingiu a polícia e as autoridades dos Estados Unidos e do Reino Unido começaram a investigar a conduta de Harvey Weinstein nos países mencionados pelas vítimas, que pode o levar pra prisão.

O escândalo também provocou também danos a sua vida pessoal e seus negócios: o fim do casamento de quase 10 anos, quando a esposa Georgina Chapman, anunciou na última terça-feira (10) que estava deixando o marido (na qual o casal teve dois filhos meninos) e que pediu divórcio; o irmão Bob Weinstein repudiou seu próprio irmão Harvey e que agora o renega por causa do escândalo; também perdeu emprego após ser demitido pela empresa que o fundou com seu irmão Bob; suspensão de novos filmes e os negócios que estavam em andamento.

Fontes

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