A OMS endossa a vacina COVID-19 da AstraZeneca após suspensões

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

13 de março de 2021

Email Facebook Twitter WhatsApp Telegram

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou na sexta-feira a vacina COVID-19 da Johnson & Johnson para uso de emergência, ao mesmo tempo que endossa firmemente a vacina COVID-19 da AstraZeneca, visto que alguns países continuaram a suspender seu uso.

A porta-voz da OMS, Margaret Harris, descreveu a vacina da AstraZeneca em um briefing virtual realizado em Genebra como "excelente" e disse que "devemos continuar" a usar a vacina.

O endosso da OMS veio enquanto a Tailândia seguia um número crescente de países europeus na suspensão do uso da AstraZeneca por causa de coágulos sanguíneos periódicos entre os destinatários. A Bulgária e a República Democrática do Congo também suspenderam o uso do AstraZeneca na sexta-feira. No entanto, a AstraZeneca disse em resposta às alegações que não havia “evidência de um risco aumentado”.

A Agência Europeia de Medicamentos, um órgão da União Europeia que supervisiona produtos médicos, disse em uma declaração que os benefícios da vacina AstraZeneca “continuam a superar seus riscos e a vacina pode continuar a ser administrada enquanto a investigação de casos de eventos tromboembólicos está em andamento”. Os eventos tromboembólicos ocorrem quando um coágulo sanguíneo se solta e viaja pelo corpo, causando danos.

A OMS já havia aprovado a vacina AstraZeneca para uso de emergência global e na sexta-feira ampliou o acesso global às inoculações ao aprovar a vacina da Johnson & Johnson, a primeira a ser administrada em uma única injeção em vez de duas. A OMS também apoiou anteriormente a vacina da Pfizer-BioNTech, totalizando três aprovações de vacinas.

“Cada ferramenta nova, segura e eficaz contra COVID-19 é mais um passo mais perto de controlar a pandemia”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, em um comunicado.

Em outro desenvolvimento na sexta-feira, o Brasil registrou 2.216 mortes por COVID-19 nas últimas 24 horas, o terceiro dia consecutivo em que as mortes no país ultrapassaram 2.000. A extensão das mortes é a pior no Brasil desde o início da pandemia, no ano passado.

O Brasil também registrou 85.663 novos casos de infecção por coronavírus na sexta-feira, o segundo maior número em um dia.

Tedros descreveu a situação no Brasil como “profundamente preocupante” e disse que “a menos que medidas sérias sejam tomadas, a tendência de aumento que agora está inundando o sistema de saúde e ultrapassando sua capacidade resultará em mais mortes”.

Também na sexta-feira, Estados Unidos, Austrália, Índia e Japão concordaram com uma parceria para disponibilizar 1 bilhão de vacinas em toda a Ásia até o final de 2022, disse o secretário de Relações Exteriores da Índia em entrevista coletiva em New Dehli após reunião virtual com o presidente dos EUA Joe Biden e os líderes dos outros países.

Na cúpula virtual realizada pelos quatro países, o Quadrilateral Security Dialogue, comumente conhecido como “QUAD”, os países concordaram em financiar, fabricar e distribuir a vacina em toda a Ásia.

Notícias Relacionadas

Fontes

Compartilhe
essa notícia:
Email Facebook Twitter WhatsApp Telegram LinkedIn Reddit