Sismos atingem a África Central, deixando 40 mortos e 450 feridos

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Mapa do Sismo.

4 de fevereiro de 2008

Quatro sismos (que em Brasil é conhecido como terremotos e em Portugal e antigas possessões portuguesas é terramotos) tiveram em lugar ontem no domingo (3/2), no oeste de Ruanda e que atingiu também a República Democrática do Congo (RDC), matou 40 pessoas e deixou outras 450 feridas, segundo fontes locais. O sismo também pôde ser sentido próximo ao Burundi, mas não há nenhum relato de mortes e feridos.

O epicentro do sismo, de 6 graus na escala Richter, foi registrado às 9hs34min hora local (8hs34min CET, 5hs34min de Brasília e em 8hs34min hora de Lisboa), nas margens do lago Kivu, próximo ao povoado ruandês de Cyangugu e cerca de 20 km a norte da localidade congolesa de Bukavu. O tremor foi sentido em vários países da região dos Grandes Lagos, segundo o Observatório Vulcanológico de Goma (OVG), situado em Kivu do Norte.

Após o primeiro tremor, foram registado o segundo tremor, três horas e meia depois, ao atingir magnitude de 5 graus na escala Richter, epicentro foi no sudoeste do Ruanda. Mais tarde, uma hora depois, outras duas réplicas alcançaram a 4,5 graus na escala Richter, em ambos os lados da fronteira entre os dois países.

Vítimas[editar]

Inicialmente, o vice-chefe de polícia de Ruanda, Mary Gahonzire falou à Reuters em Kigali (capital de Ruanda), de um terremoto de magnitude 5 a 6 na escala Richter e que o raio de danos do sismo alcançou os 25 km, que matou pelo menos 25 e deixou 200 feridos graves. No entanto, Bernard Watunakanza, governador da região de Bukavu Sud-Kivuského (ou South Kivu) da RDC, disse que o número é menor. "Até agora, há cinco mortos e 149 feridos graves". Ao todo, eram 30 mortes e 350 feridos graves. Gahonzire adimite que muitas pessoas ainda estão enterrados, de modo que o número de vítimas ainda pode subir.

No entanto, os números ficaram desencontrados com passar das horas. A AFP relatou que o serviço da ambulância de Ruanda não pôde lidar com novas vítimas e os transportes públicos foram retidos dentro para ajudar. As operações de resgate continuam e o número de vítimas pode aumentar uma vez havia muita gente debaixo dos escombros. "As operações de resgate continuam para tentar resgatar as pessoas dos escombros de suas casas", afirmou o ministro ruandês da Administração local, Protais Musoni.

A Radio Rwanda informou que 34 pessoas foram mortas e mais de 250 tiveram que ser tratados em hospitais, principalmente devido a fraturas ósseas. A mesma rádio relatou que maior número de mortes no país ocorreram em uma igreja, quando uma igreja que desmoronou neles, matando-os 10 fiéis de imediato, no distrito de Rusizi, em Bukavu (na província do Sul), segundo fontes religiosas da região à radio. No momento, fiéis estavam na missa matinal e um sobrevivente explica que eles estavam a rezar na igreja, quando sentiram o tremor de terra. "Foi o pânico porque todos quiseram sair a correr. Em pouco tempo, as paredes da igreja foram abaixo, as crianças começaram a chorar e senti as pernas presas nas pedras", seis pessoas da sua família morreram.

A RDC relatou que há seis mortes na província de Kivu do Sul. Na vizinha Burundi, apesar de não haver relatos de mortes ou feridos, o sismo provovou danos materiais, ao causar a queda de energia. Jacqueline Chenard, uma membra do pessoal da missão de paz da ONU em Ruanda, disse que muitas casas foram completamente destruídas. A Força Aérea do Congo informa que os feridos em consequência do tremor, foram transferidos para o hospital de Cyangugu.

A região do sismo está dentro dos temores no Leste Africano e no passado, a região terremoto já tinha ocorrido um semelhante em 1966, quando matou 157 africanos em Uganda Ocidental e deixado mais de 1.300 feridos. O último sismo grave ocorreu em Dezembro de 2005.

Fontes[editar]

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