“Ponto chave da saúde mental é a prevenção, não o medicamento”, diz psicólogo

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6 de novembro de 2020

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Já diz o ditado "Corpo são, mente sã" em numa altura em que há tensões políticas, receios e depressões devido à COVID-19, uma alta no desemprego em Angola (a taxa de desemprego aumentou no terceiro trimestre para 34%, 1,3 pontos percentuais em relação aos três meses anteriores e 3,9 pontos percentuais face ao período homólogo) como está a saúde mental dos angolanos?

Nesta sexta-feira, 6 de novembro, a agência Voz da América entrevistou o psicólogo clínico, Cirilo Mendes, para descrever o cenário de uma sociedade vista por muitos especialistas como "doente" e marcada por traumas.

Cirilo Mendes, também coordenador do Centro de Atenção aos Doentes Mentais da Cahala, em Malanje, diz que o número de pessoas com distúrbios mentais aumentou devido à pandemia.

Ele lembrou que "quando se fala de saúde não se resume simplesmente à ausência de doenças do foro orgânico" e "em fase de pandemia, em função de várias pressões, quer seja do ponto de vista político, social, económico, as pessoas têm maior dificuldade naquilo que é enfrentar os problemas de forma resiliente".

Com a pandemia muita gente perdeu o emprego, ficou confinada a casa, o que segundo o Dr. Mendes contribuiu para um aumento do consumo de álcool e outras substâncias tóxicas entre a comunidade.

No que toca ao estigma do recurso a apoio de especialistas na área da saúde mental, Cirilo Mendes diz que na África no geral quem recorre aos serviços de saúde mental ainda é visto como "maluco", mas em Malanje a comunidade está muito mais aberta.

Fontes

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