É comemorando 33 anos da ditadura militar na Argentina

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Comunicamos à população que, a partir desta data, o país se encontra sob o controle operacional da junta militar.
Jorge Rafael Videla. Ex-presidente de fato da Argentina. Emitido por rádio após o êxito do golpe de Estado em 1976.


24 de março de 2009

Argentina

Hoje, se completa 33 anos da derrubada da ex-presidenta argentina Isabel Perón por um golpe de estado que deu início a ditadura, auto-denominada Processo de Reorganização Nacional. O Processo deixou cerca de 30.000 desaparecidos, uma economia sumamente endividada, uma derrota bélica e crimes contra a humanidade.

Hoje, são realizados atos em todo o país em repúdio ao golpe instaurou o terrorismo de Estado no país entre 1976 e 1983. O ato principal será realizado na Plaza de Mayo (Buenos Aires), por organismos sociais, dos direitos humanos e partidos políticos. Reclamam prisão comum para os repressores (muitos, pela idade, cumprem prisão domiciliar) e a aparição de Jorge Julio López.

Lopez, que foi um desaparecido durante o regime de fato, voltou a desaparecer em 18 de setembro de 2006, após declarar como testemunha em um julgamento contra o referente da Polícia Bonaerense, naquela época, Miguel Etchecolatz.

Declarações

“Não está tudo dito sobre a ditadura militar”, declarou a presidenta da Avós da Praza de Mayo, Estela de Carlotto. Sua organização, formada por avós dos desaparecidos, é encarregada pela busca. “Há uma forte vontade do Estado de não dizer e dar cada vez mais o espaço a memória (...). A dívida histórica é a reparação para todos. O povo argentino foi vítima", acrescentou ao jornal {{w|Crítica de la Argentina.

De acordo com o secretário de Direitos Humanos, Eduardo Luis Duhalde, “É bom saber que não há sistema político melhor que a democracia. E não há democracia separada dos direitos humanos”. Junto com o Ministro da Educação, Juan Carlos Tedesco, inaugurou uma mostra fotográfica comemorativa.

A ministra da Saúde, Graciela Ocaña, marcou com uma faixa preta os retratos todos os funcionários que estiveram a cargo da sua carteira durante a ditadura. “A memória e a Justiça são a garantia do nosso futuro como Nação”, sinalizou a funcionária ao matutino Clarín.


Hoje, terminou a imoralidade pública. Vamos fazer um governo decente.
Ex-presidente constitucional Raúl Alfonsín, o primeiro desde o fim do Processo. Discurso de ascensão em 1983.


Fontes