África do Sul: mãe dos supostos décuplos é encontrada pela polícia e levada para depor

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17 de junho de 2021

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Depois de ter dado, supostamente, à luz décuplos no passado dia 07, de ter dado ao marido o nome de ao menos quatros hospitais (Clínica Esangweni de Tembisa, Hospital Mediclinic Medforum, Hospital Acadêmico Steve Biko - SBAH e Hospital Distrital de Pretória) onde estaria internada sem poder receber visitas e do marido ter ido à polícia dias atrás para registrar o caso como “desaparecimento”, Gosiame Thamara Sithole foi encontrada hoje na casa de parentes na cidade de Midrand.

Sithole morava com o marido Teboho Tsotetsi e os dois filhos gêmeos em Tembisa e após a imprensa noticiar seu desaparecimento, ela deu uma entrevista ao jornalista Piet Rampedi, do Pretória News (IOL), que faz a cobertura exclusiva do assunto desde o suposto nascimento dos bebês, sem "mostrar sinais de ter dado à luz recentemente”, segundo o jornal News 24.

Tsotetsi disse na terça-feira, 15 de junho, que provavelmente os bebês não existam e pediu para que as pessoas parassem de fazer doações em nome do casal.

Por sua vez, Sithole disse durante a entrevista que "eles esperavam ficar ricos por meio de doações. Ninguém vai me forçar a revelar onde meus bebês estão”.

As Secretarias de Saúde locais e do estado de Gauteng já negaram que qualquer hospital privado ou público tenha registrado a entrada de uma paciente com o nome de Gosiame Thamara Sithole ou o nascimento de 10 bebês gêmeos. No entanto, a chefe do SBAH disse dias atrás que ela apareceu, com uma irmã, no hospital procurando por seus bebês e que eles a orientaram a voltar por acreditar que Sithole precisa de algum tipo de tratamento médico.

Pretória News se defende

Acusado por associações de imprensa, jornalistas e parte da opinião pública de fazer parte de uma “fraude” ou de não ter checado a veracidade das informações sobre a gravidez multigemelar, Rampedi se defendeu hoje no Pretória News reportando que o hospital SBAH e os governos locais e estaduais estariam escondendo o caso porque ao menos dois bebês teriam morrido por falta de estrutura hospitalar. Segundo Rampedi, ele pode averiguar com fontes que existe uma "campanha para encobrir negligência médica que envolve políticos e funcionários públicos, incluindo o primeiro-ministro David Makhura".

O News 24 escreveu uma matéria onde no título se lê que agora "Rampedi exige evidências do governo - para provar sua própria história".

Sithole é levada para depor e ser examinada por médicos

Segundo Rampedi, Sithole foi levada sem seu consentimento e sem a presença de sua advogada para depor hoje cedo na Polícia Estadual da cidade de Chloorkop, no que ele chamou de "suposto abuso de poder". Aparentemente advogada havia feito um acordo com a Polícia de Gauteng para que a mulher se apresentasse hoje para depor no caso de seu desaparecimento.

No entanto, Sithole foi acompanhada de um familiar e a advogada foi para a delegacia logo depois. Os policiais informaram que ela seria avaliada por um psiquiatra a pedido do Departamento de Desenvolvimento Social antes de depor e depois seria entregue às assistentes sociais do Departamento de Desenvolvimento Social de Gauteng para fazer mais exames médicos.

Exames de sangue e físicos - ela teria feito uma cesárea - poderão atestar se ela esteve grávida e passou por um parto recentemente.

Questões a serem respondidas por Rampedi

Apesar de defender sua história como verdadeira, o Wikinotícias detectou pontos soltos no caso, que Rampedi, como jornalista, deixou escapar:

1) Rampedi chegou a pedir e ver um simples exame de sangue confirmando a gravidez?

2) Rampedi chegou a ver exames mais acurados, com ultrassonografias, para atestar a gestação multigemelar?

3) Por que Sithole disse que não dirá onde os supostos bebês estão, se ela mesma não sabe onde eles estão e chegou a procurá-los no SBAH?

4) Por que até agora nenhum familiar consanguíneo de Sithole falou em sua defesa?

5) Por que Sithole e seus familiares consanguíneos não procuraram a polícia na semana passada ao não encontrarem os bebês no hospital?

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