Violência contra mulheres aumentou em Moçambique

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10 de fevereiro de 2021

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As restrições impostas pelo combate à pandemia da COVID-19 transformaram certos lares em alguns países da África Austral em enclaves de crueldade, estupro e violência para mulheres e meninas presas por membros abusivos da família.

A denúnica é da Anistia Internacional (AI), que aponta a falta de meios de escape e de apoio às vítimas, num relatório divulgado nesta terça-feira, 9, intitulado “Tratadas como Peças de Mobília – A violência de género e a resposta à Covid-19 na África Austral”.

Moçambique é um dos países que menos protecção oferece às mulheres, tendo sido alvo de violência, inclusive nos transportes públicos.

“Estereótipos de género prejudiciais embutidos em normas sociais e culturais, que sugerem que as mulheres devem sempre se submeter aos homens ou que um homem que bate na sua esposa o faz porque ele a ama, têm alimentado o aumento da violência contra mulheres e meninas em Madagascar, Moçambique, África do Sul, Zâmbia e Zimbabwe”, diz a nota assinada pelo director da organização de defesa dos direitos humanos para a África Oriental e Austral.

Além da escalada da violência, as medidas de combate à Covid-19 “também ampliou a estrutura existente de problemas como pobreza, desigualdade, crimes, aumento de desemprego e falhas sistemáticas na justiça criminal”.

O estudo da AI conclui que com as “medidas de confinamento, as mulheres não puderam escapar de parceiros abusivos ou sair das suas casas em busca da protecção” e, para complicar ainda mais esse cenário, activistas e organizações que trabalham na protecção e apoio às mulheres não foram consideradas um "serviço essencial”, não podendo, por isso, ajudar.

Fontes

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