Violência aumenta em Tegucigalpa, apesar de apelo internacional

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Agência Brasil

30 de julho de 2009

Brasil


Os apelos para o fim da violência não foram ouvidos hoje (30) em Honduras. A tropa de choque reprimiu com força o bloqueio montado por apoiadores do presidente deposto, Manuel Zelaya, na principal saída ao norte da capital Tegucigalpa.

"Vamos usar esse sangue para mobilizar mais gente. Se eles continuarem com a violência vamos fazer uma revolta popular aqui", gritava um dos manifestantes.

Até mesmo fotógrafos estrangeiros foram agredidos pela tropa de choque. As escolas públicas e parte do comércio fecharam.

Em Managua, capital nicaraguense, o presidente deposto encontrou-se com o embaixador estadunidense em Tegucigalpa. Após a reunião, o embaixador Hugo Llorens foi claro: os Estados Unidos querem o retorno imediato do presidente deposto. "É um prazer novamente ver o presidente Zelaya. É o governo que os Estados Unidos reconhece", afirmou o embaixador.

Já na Costa Rica, o presidente Oscar Arias, que lidera a mediação internacional, fez novas ameaças ao governo golpista. E disse que, depois dos Estados Unidos, a Espanha vai propor à União Europeia suspender vistos diplomáticos para autoridades hondurenhas. "Eu não posso revelar qualquer outra sanção que está em consideração por vários países, mas todo mundo tem em mente que esse golpe precisa ser revertido", ressaltou o presidente da Costa Rica.

O porta-voz do governo golpista disse que o presidente Roberto Micheletti quer se encontrar com o presidente da Costa Rica e pediu que uma delegação internacional venha a Honduras para acompanhar as conversações.

Apesar da pressão internacional, o Congresso de Honduras só vai decidir na semana que vem se concede ou não a anistia para Manuel Zelaya e para os militares que participaram do golpe de 28 de junho. Até agora, sete entidades da sociedade civil, consultadas pelos congressistas, rejeitaram a proposta.

"Nós não temos como aprovar a anistia enquanto a sociedade de Honduras não compreender que a anistia não impede que se julgue os crimes comuns, como de corrupção, contra o senhor Manuel Zelaya", disse à Agência Brasil o vice-presidente do Congresso, Ramon Azmmar.

Fontes

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