Vendedores ambulantes de Guiné-Bissau não respeitam ordem para sair das ruas de Bissau

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Agência VOA

Perguntam o que fazer fora das ruas.

6 de dezembro de 2014

Um dia depois do fim do prazo de uma semana dado pela Câmara Municipal de Bissau para a remoção voluntária de viaturas abandonadas, oficinas mecânicas e mercados improvisados, alguns guineenses continuam a conviver com essa realidade.

A medida do edil de Bissau suscita algumas resistências por parte dos vendedores que ocupam os passeios das principais vias da capital.

A grande questão reside agora no destino dos tais vendedores ou vendedeiras que ocupam os passeios. Cadi Baldé, vende frutas em pleno coração da capital, onde se encontram os principais centros comerciais. Casada e mãe de quato filhos, disse desconhecer a medida da Câmara Municipal de Bissau, não obstante ter reconhecido que têm violado as normas da edilidade.

Sem escolha, de momento, já que o mercado alternativo ao central, o mais próximo e em construção, está lotado, Cadi Baldé recorda que através da venda de frutas é que consegue pagar a escola dos filhos e suportar os encargos de saúde.

"Vendemos nos passeios para poder garantir a escola e alimentação aos nossos filhos. A maioria que está aqui, nós as mulheres, trabalhamos muito para os nossos filhos. Até porque somos nós que garantimos a saúde, não só para os nossos filhos, como também para os nossos pais, por isso é que estamos aqui", diz.

Enquanto falava aos nossos microfones, Cadi Baldé, estava muito preocupada com a eventual invasão da polícia camarária ao local, depois de ter a informação, através da VOA.

Lafu Baldé, um outro ocupante de passeio, concorda com a decisão das autoridades camarárias, mas não esconde o seu desconforto.

Lafu Baldé quer que o Governo encontre alternativas, se não, sublinha, o feito negativo da decisão vai recair sobre muitas famílias guineenses.

Câmara Mundial de Bissau proíbe venda nos passeios da capital e obriga a remoção de oficinas mecânicas e de carpintarias, assim como alguns quiosques e contentores de mercearias nas principais vias da cidade. A ordem acrescenta que as obras em construção nas avenidas principais devem ser concluídas no prazo de 30 dias.

A VOA tentou sem sucesso, falar com o Presidente da Câmara Municipal de Bissau, Adriano Gomes Ferreira.

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