Vapor de água detectado pela primeira vez em Ganimedes, lua de Júpiter

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Ganimedes • 2 de agosto de 2021

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Segundo estudo publicado no periódico Nature Astronomy, astrônomos detectaram pela primeira vez vapor d'água na fina atmosfera de Ganimedes, a maior lua de Júpiter e do Sistema Solar como um todo. De acordo com estudos anteriores, Ganimedes — satélite natural que é maior do que o planeta Mercúrio — pode conter mais água do que todos os oceanos da Terra somados. Contudo, a temperatura local é tão baixa que qualquer água na superfície estaria congelada.

Este novo estudo, feito a partir da análise de dados do Telescópio Espacial Hubble, concentrou-se na grande variação de temperatura detectada na superfície do satélite, com máxima de −123°C ao meio-dia no equador e mínima de −193°C à noite. Nos locais mais quentes de Ganimedes, o gelo pode se transformar diretamente em vapor d'água, pulando inteiramente a etapa líquida. A existência de água na atmosfera explica adequadamente as diferenças vistas em uma série de imagens ultravioletas registradas pelo Hubble.

À época das observações originais do Hubble, em 1998, acreditava-se que as emissões ultravioletas correspondiam à presença de oxigênio monoatômico na atmosfera de Ganimedes. As pesquisas em apoio à missão Juno, todavia, revelaram a quase total ausência desse elemento em forma pura, ensejando a necessidade de novo entendimento.

"Vapor d'água é uma explicação muito boa para os dados", disse o principal autor do estudo, Dr. Lorenz Roth, astrônomo do Instituto Real de Tecnologia, KTH de Stockholm, na Suécia. "Essa descoberta sugere, na realidade, que o vapor d'água pode existir na atmosfera de outros corpos congelados no Sistema Solar externo."

Referência

Roth, L., Ivchenko, N., Gladstone, G.R. et al, A sublimated water atmosphere on Ganymede detected from Hubble Space Telescope observations, Nature Astronomy 2021,

Fontes

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