União Europeia recusa aliança com Síria para combater terrorismo

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20 de outubro de 2014

Europa

Os chefes da diplomacia da União Europeia (UE) rejeitaram hoje (20) aliar-se ao presidente sírio Bashar Al Assad para derrotar o movimento extremista Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque, indicando que manterão o seu apoio político e prático à oposição moderada ao governo sírio.

Bashar Al Assad

“Em consequência das suas políticas e ações, o regime de Assad não pode ser um parceiro na luta contra o Estado Islâmico”, declararam os 28 Estados-Membros, nas conclusões aprovadas pelo Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros, em que responsabilizam Assad de ter permitido o “florescimento” de grupos terroristas.

Os 28 aprovaram novas sanções contra 16 pessoas e duas entidades ligadas ao regime do presidente sírio e concordaram em proibir a exportação de combustível para aviões e respectivos aditivos para a Síria. No total, são 211 pessoas e 63 entidades sírias sancionadas pela União Europeia. O combustível e os aditivos “são utilizados pela força aérea do regime de Assad, que realiza ataques aéreos indiscriminados contra a população civil”, argumentou a UE, garantindo que continuará a adotar medidas contra o regime sírio se a repressão continuar.

Os ministros europeus apoiaram também os “esforços feitos por mais de 60 estados para enfrentar a ameaça do EI, incluindo ações militares, de acordo com a legislação internacional”, indicaram nas conclusões do encontro. Referiram, porém, que “a ação militar neste contexto é necessária, mas não suficiente para vencer o EI, e é parte de um esforço maior que inclui medidas políticas e diplomáticas, financiamento à luta contra o terrorismo, bem como a área humanitária e de comunicação”.

A UE pediu a todos os seus aliados que aumentem os seus esforços em nível nacional para evitar que o EI se beneficie da venda ilícita de petróleo e outros bens. Os 28 asseguraram que “é uma prioridade” prosseguir os esforços internacionais para alcançar uma transição na Síria que permita manter a unidade do país, a sua soberania e a sua integridade territorial, respeitando, ao mesmo tempo, a sua pluralidade étnica e religiosa.

“A UE continuará a fornecer à oposição moderada apoio político e prático”, disseram os ministros, pedindo a “todas as partes que se empenhem construtivamente em negociações” para obter uma transição.

Fontes[editar]

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