União Africana defende criação de força regional para combater Boko Haram

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21 de janeiro de 2015

África

A União Africana (UA) defendeu hoje (21) a criação rápida de uma força regional para lutar contra o Boko Haram. O pedido ocorreu um dia após uma reunião em Niamey, capital do Níger, sobre meios para combater o grupo radical islâmico. O bloco é integrado por 54 Estados-Membros, cobrindo quase todo o continente africano.

A presidente da Comissão da UA, Nkosazana Dlamini-Zuma, pediu a adoção de resolução pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), atribuindo um mandato à Força Multinacional Mista (FMM) e criando um fundo para seu funcionamento. “O Boko Haram constitui uma ameaça para a Nigéria e região e também para o conjunto do continente. A situação requer, por parte da África, mais esforços coletivos sustentados”, disse Nkosazana, em comunicado da UA.

Ela saudou a decisão do presidente do Chade, Idriss Deby, de destacar tropas para ajudar Camarões a participar das operações contra o Boko Haram. A luta contra os fundamentalistas, que pretendem instaurar um Estado Islâmico no Norte da Nigéria, majoritariamente muçulmano, ao contrário do Sul, de maioria cristã, é um dos principais pontos da agenda da 24ª Reunião dos Chefes de Estado da União Africana, que ocorrerá em Adis Abeba, capital da Etiópia, nos dias 30 e 31 deste mês.

As tentativas de ação regional contra o Boko Haram têm sido prejudicadas pela reserva da Nigéria, que não aprova qualquer intervenção estrangeira em seu território. “Não foi tomada qualquer medida concreta e nada será possível antes da realização das eleições na Nigéria”, previstas para 14 de fevereiro, disse um diplomata africano em Adis Abeba.

Participaram da reunião de ontem (20) em Niamey 13 países africanos e não africanos. O objetivo é acelerar a concretização da força regional, com participação de Camarões, do Níger, Chade e da Nigéria. Desde o início da insurreição, em 2009, o Boko Haram já causou cerca de 13 mil mortos e 1,5 milhão de desabrigados. Na terça-feira, o grupo radical reivindicou o ataque do início do ano contra a cidade nigeriana de Baga (Nordeste) e várias localidades às margens do Lago Chade, considerado pela Anistia Internacional como “o maior e mais destrutivo” do Boko Haram.

Fontes

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