Unasul se reúne para tentar reduzir conflitos na América do Sul

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Agência Brasil

26 de agosto de 2009

Na tentativa de aliviar as tensões entre alguns países que integram a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) os presidentes dos países que fazem parte do bloco se reúnem na sexta-feira (28), em Bariloche, na Argentina.

A instalação de bases militares estadunidenses na Colômbia é o principal foco de discordância entre os países sul-americanos e se soma ao armamentismo na região e a acordos firmados com potências extrarregionais.

Embora não haja a expectativa de que sejam construídas soluções imediatas para todos os problemas na Cúpula Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo da Unasul, o governo brasileiro espera que os líderes estejam dispostos a estabelecer uma agenda positiva de cooperação para maior confiança e entendimento.


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O que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva espera é que exista uma oportunidade para o diálogo entre os líderes da região no sentido de se obter um compromisso firme de um maior entendimento e um alívio da tensões.

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Marcelo Baumbach, porta-voz da presidência da República




Baumbach observou que, para isso, é preciso que os presidente estejam dispostos “a ceder em alguns pontos em nome do diálogo e da convergência”.

A instalação das bases militares estadunidenses fez pesar o clima entre os líderes da Colômbia e da Venezuela e movimentou a região sul-americana. A preocupação dos vizinhos fez com que o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, realizasse uma visita a sete países da América do Sul com a a intenção de explicar que a iniciativa visa a reforçar o combate ao narcotráfico no país.

Do governo brasileiro Uribe ouviu o pedido de garantias formais de que não haverá interferência dos Estados Unidos na região.

Na última sexta-feira (21), Lula e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conversaram por telefone e o brasileiro pediu que Obama se reúna com os líderes da Unasul para tratar de temas como as bases militares na Colômbia.

A intenção, segundo o porta-voz da presidência, é de que o encontro de Bariloche seja um passo anterior a reunião com o presidente americano, que ainda não tem data marcada.


Fontes


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