Testemunha apresenta nova versão para assassinato de prefeito de Santo André (SP)

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Na Wikipédia há um artigo sobre Celso Daniel.

29 de novembro de 2005

Brasil

Integrantes da CPI dos Bingos ouviram na segunda-feira, em São Paulo, os envolvidos no assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, do Partido dos Trabalhadores.

A acareação foi organizada pela sub-relactoria da CPI, com os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Magno Malta (PL-ES) e Romeu Tuma (PFL-SP).

Participaram da acareação sete presos acusados de terem participação no seqüestro e assassinato do prefeito. Entre as pessoas ouvidas estava também o empresário Sérgio Gomes da Silva, mais conhecido como o "Sombra".

Os presos negaram a participação de Sérgio Gomes da Silva no crime, contudo esta versão foi contestada pelo depoimento de uma nova testemunha ouvida pela CPI momentos antes da acareação. O nome dela não foi revelado por questões de segurança. Desde que a morte do prefeito passou a ser investigada, pelo menos sete pessoas que tinham alguma informação sobre o caso morreram misteriosamente.

Em entrevista para a imprensa o o promotor do Ministério Público de São Paulo Roberto Wider Filho informou: "A testemunha disse que Sérgio Gomes da Silva recebeu dinheiro de um traficante de drogas na campanha eleitoral de 2000, no valor de R$ 1,5 milhão, sob a promessa de que Celso regularizaria o transporte de lotações em Santo André, caso fosse eleito prefeito. Celso desconheceria a promessa e teria sido morto ao ter reconhecido um dos seus seqüestradores como amigo de Sérgio Gomes da Silva."

A nova testemunha reforça a tese de crime encomendado, disse o relator da subcomissão, senador Magno Malta: "O depoimento é contundente e significativo. Ele apresenta uma vertente extremamente forte e informações ainda desconhecidas e que eram apenas alvos de suposições sobre o assassinato de Celso Daniel."

Malta também disse: "Não acho que tenha sentido dizer que o partido 'a' ou 'b' teve envolvimento. Houve o envolvimento de pessoas avarentas por necessidade de poder, por necessidade de tirar lucro fácil e que fizeram alianças com o crime que ceifou a vida de Celso".

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Fontes