Temer promete terminar obra do Instituto do Cérebro do Rio

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Agência Brasil

15 de setembro de 2017

O presidente Michel Temer determinou hoje (15) ao ministro da Saúde, Ricardo Barros, que viabilize as verbas necessárias para o término da obra do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer (IEC), no centro do Rio de Janeiro. Inaugurado em 2013, o prédio do hospital não foi concluído.

“Sensibilizado pela visita que fiz aqui, quero, no retorno, combinar com o Ricardo Barros [ministro da Saúde], que ele faça uma aliança com a Secretaria de Saúde para que possamos concluir as obras. O estado põe um pedacinho, a União federal põe um pedação e nós vamos concluir as obras. Eu sempre acho que há um intento quando as pessoas convidam para uma visita. Quando insistiram que eu viesse aqui, acredito que foi para que déssemos um passo adiante, não apenas o que foi destinado mês a mês. E estou aqui para fazer esse anúncio”.

Temer disse que gostaria que o processo fosse agilizado de forma a ser entregue ainda na sua gestão, que termina em 31 de dezembro de 2018. “Sei que vou preocupar o Ministério do Planejamento, da Fazenda, mas já combinarei com o Ricardo Barros para que nós possamos terminar essa obra, que é de vital importância. Como eu tenho pouco tempo de governo, mais ou menos um ano e meio, eu apreciaria muitíssimo que vocês agilizassem isso para que eu pudesse vir aqui com vocês inaugurar o novo instituto”.

O ministro da Saúde adiantou que o custo da obra está estimado em mais de R$ 23 milhões, valor que será dividido entre os governos estadual e federal. “Nós tomaremos as providências técnicas necessárias para a liberação dos recursos. Pode acontecer em poucos meses, se a documentação estiver em ordem e nós tivermos rapidez em cumprir as exigências técnicas que a burocracia nossa impõe”.

O diretor do IEC, Paulo Niemeyer Filho, explicou que o instituto não conta com leitos de enfermaria para os pacientes, portanto a conclusão do prédio possibilitará a ampliação no atendimento, com a criação de 200 leitos.

“Hoje o instituto funciona apenas com leito de CTI, que são muito dispendiosos, e pacientes que não precisariam estar no CTI estão ocupando esses leitos. Então, com esse prédio, nós vamos ter leitos de enfermaria, leitos normais, e as crianças vão ter uma área maior, são dois andares só para as crianças, para cirurgias graves, de alta complexidade”.

Verbas para a saúde

Temer e o ministro da Saúde estiveram hoje no IEC para a cerimônia de inauguração do Centro de Radiocirurgia, com o primeiro equipamento Gamma Knife em uma instituição pública do país, utilizado para o tratamento de doenças neurológicas como tumores cerebrais e mal de Parkinson utilizando a radiocirurgia, um procedimento cirúrgico sem a necessidade de incisões. O equipamento foi comprado com recursos doados pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Ricardo Barros anunciou o aumento de 55% no orçamento da instituição, com o investimento federal no IEC que passa a cobrir 80% do total. Com isso, serão R$ 25,1 milhões a mais por ano, chegando a R$ 70,4 milhões da União no IEC. O estado receberá ainda mais R$ 113 milhões adicionais para custeio da saúde, com emendas dos deputados federais destinadas, principalmente, aos hospitais federais no estado.

Segundo o diretor do IEC, Paulo Niemeyer, a ajuda mensal vai “tirar do sufoco” o instituto, que em quatro anos fez quase 5 mil cirurgias eletivas, 47 mil consultas e 530 mil exames. Uma das especialidades é o atendimento especializado em microcefalia.

“O programa de microcefalia, que tem funcionado independentemente dessa ajuda, foi desenvolvido aqui. Os novos recursos vão ser importantes para a manutenção das cirurgias, que são mais dispendiosas, são de alta complexidade, e que estavam diminuindo de número por falta de recursos. Então vamos voltar ao nível anterior, de cerca de oito cirurgias por dia”.

Hospitais federais

Quanto à reestruturação dos hospitais e institutos federais no Rio, Ricardo Barros disse que o ministério não vai atender ao pedido da administração das unidades para contratar 3,5 mil funcionários temporários. Segundo ele, foi contratada consultoria especializada do Hospital Sírio-Libanês, que indicou medidas para aumentar a produtividade dos hospitais em 20% com os mesmos recursos já empregados.

“Nossa consultoria especializada disse que com 2 mil contratos temporários é perfeitamente possível atender, desde que especializemos os hospitais para que eles tenham mais produtividade. Dentro da boa gestão, autorizaremos a contratação ou a renovação desses profissionais temporários”.

Fonte

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