Talibãs anunciam que cessar-fogo no Afeganistão não será prorrogado

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

Agência VOA

17 de junho de 2018

Os talibãs rejeitaram neste domingo, 17 de junho, um apelo do Presidente afegão Ashraf Ghani para prolongar um inédito cessar-fogo por ocasião do fim do Ramadão, frustrando as esperanças de uma população esgotada por décadas de conflito.

"O cessar-fogo termina nesta noite e retomaremos as nossas operações se Deus quiser. Não temos a menor intenção de prologar o cessar-fogo", declarou o porta-voz talibã Zabihullah Mujahid em mensagem enviada à AFP.

O Presidente Ashraf Ghani havia anunciado no sábado que estenderia o cessar-fogo e pediu aos talibãs para fazerem o mesmo. O porta-voz talibã não fez nenhuma referência directa ao pedido de Ghani, que havia recebido apoio da comunidade internacional.

A missão da NATO no Afeganistão e as forças americanas afirmaram que respeitariam o anúncio de ampliação do cessar-fogo feito por Ghani. A União Europeia (UE) chamou a medida de trégua "histórica".

O Presidente afegão também indicou que 46 prisioneiros talibãs foram libertados, uma tendência que deve prosseguir, nas palavas de Ghani.

Esse foi o primeiro cessar-fogo formal de escala nacional desde a invasão americana, em 2001, e o país foi tomado pela esperança de paz. Nos últimos dias ocorreram momentos inéditos de confraternização entre os combatentes talibãs, os civis e os membros das forças de segurança. Mas, no sábado, o ambiente foi abalado por um atentado suicida que deixou pelo menos 35 mortos entre uma multidão que celebrava a interrupção dos combates na província de Nangarhar (leste). O ataque foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), que não faz parte do cessar-fogo.

Neste domingo, outro ataque suicida, também no leste do Afeganistão, deixou pelo menos 14 mortos e 45 feridos. O atentado não foi reivindicado até o momento. A explosão aconteceu do lado de fora do gabinete do governador da província de Nangarhar, indicou seu porta-voz, Attaullah Khogyani, à AFP.

Fonte

Compartilhe essa notícia: Shared via Email Compartilhe via Facebook Tweet essa reportagem Compartilhe via WhatsApp Compartilhe via Telegram Compartilhe via LinkedIn Compartilhe via Digg.com Compartilhe via Newsvine Compartilhe via Reddit.com Share on stumbleupon.com Compartilhe via Technorati