Sistema elétrico do Brasil vai operar até 2013 com sobra de energia, garante Tolmasquim

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Agência Brasil

2 de agosto de 2009

Brasil

Caixas de energia em Belo Horizonte.

Uma conjunção de fatores estruturais e conjunturais permitirá ao Sistema Elétrico Nacional (SIN) do Brasil operar até 2013 com sobra de energia equivalente a duas usinas do Rio Madeira – cerca de 4 mil megawatts médios.

A estimativa é do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, o órgão do governo federal encarregado de pensar o planejamento energético de longo prazo do país. As projeções de Tolmasquim foram feitas levando em conta um crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) do país de 4,3% pelos próximos cinco anos.

Em entrevista à Agência Brasil, Tolmasquim garantiu que as perspectivas de suprimento de energia no Brasil são extremamente favoráveis. “Até 2013 se estima um excedente de energia de cerca de 4 mil megawatts médios, que é algo equivalente à produção das duas usinas do Rio Madeira”.

Segundo Tolmasquim, dois fatores estruturais e um conjuntural contribuirão para o excedente, mesmo com a recuperação econômica esperada para os próximos anos.


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Do ponto de vista conjuntural existe a ótima situação hidrológica vivida este ano, que faz com que os reservatórios estejam bastante cheios. Aliada a isto, temos a queda do consumo decorrente da crise financeira internacional e que levará o país a fechar 2009 com retração da demanda energética entre 0,5% e 1%.

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Tolmasquim




Pelo lado estrutural, ressalta Tolmasquim, há a questão do aumento da oferta prevista para o período:


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Com os leilões que ocorreram até agora, as usinas estão começando a sair do papel e nós vamos ter uma grande entrada de plantas novas, o que nos dá uma situação cada vez mais favorável em termos de suprimento - com uma folga bastante grande na oferta de energia, em relação à demanda

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Na avaliação do presidente da EPE, mesmo havendo a esperada retomada do crescimento você tem-se um efeito positivo sobre a oferta de energia, decorrente da retração da demanda em decorrência da crise financeira mundial, que se propagará pelos próximos anos.


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Atualmente nós temos uma conjunção de vários fatores: hidrologia favorável, uma redução da carga, sobra de gás natural e ofertas de novos projetos hídricos e térmicos que estão saindo do papel graças aos leilões que realizamos. Então, este excedente de energia de cerca de 4 mil megawatts médio vai continuar até 2013. É como se nós tivéssemos duas usinas do Madeira a mais de reserva no país.

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Tolmasquim




Apesar da retração entre 0,5% e 1% da demanda de energia prevista para o fechamento do ano, Tolmasquim avalia que haverá recuperação da demanda a partir deste segundo semestre do ano, principalmente do ponto de vista do crescimento do consumo industrial:


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A expectativa para 2010 é de um crescimento da economia bastante mais acelerado, porque a retomada da expansão industrial, que estará ocorrendo agora a partir de junho, vai continuar ao longo de 2010. Então no ano que vem nós deveremos ter taxas bastante elevadas de crescimento de energia.

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Ele lembrou que, em 2008, apesar da crise deflagrada a partir do quarto trimestre do ano, o consumo de energia fechou positivo em 3,8%.

A “situação confortável” no atendimento ao mercado de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN), pelos próximos cinco anos já havia também sido prevista pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), na semana passada.

A avaliação do Operador Nacional do Sistema consta do Plano da Operação Energética de 2009 (PEN 2009), apresentado ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, em Brasília, pelo diretor-geral do órgão, Hermes Chipp.

Fontes


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