Senador brasileiro chama campanha contra desarmamento de "propaganda enganosa"

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2 de junho de 2005

Brasil

A campanha de desarmamento promovida pelo governo federal do Brasil foi criticada pelo senador Juvêncio da Fonseca (PDT-MS) nesta última quarta-feira (1 de junho), no Senado.

Segundo o senador a campanha de desarmamento promovida pelo Ministério da Justiça constitui propaganda enganosa, gasto inútil de dinheiro e não corresponde aos anseios da população.

O senador Juvêncio da Fonseca disse: "A população não deseja, de forma nenhuma, o desarmamento do homem honesto e permanecer a arma na mão do bandido."

Ele citou a pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT)/Instituto Census como argumento para mostrar que o método usado pelo governo para combater a violência não é aquilo que a população acha que seria o ideal: "penas mais rigorosas" (34% dos entrevistados pela pesquisa) e "programas sociais" (32,1% dos entrevistados). "Pelo estudo citado, somente 9,6 % indicaram o desarmamento da população como solução para a violência no país", disse o senador.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) defendeu no mês passado a campanha do desarmamento. Ele disse: "O Brasil, mais do que nunca, precisa do desarmamento. O mundo todo já demonstrou que, quando você tira essas armas de circulação, tem como conseqüência a redução da criminalidade".

No Brasil está a ocorrer uma campanha nacional pelo desarmamento do país, promovida pelo governo federal. Todos os cidadãos são convidados a entregar suas armas, pelas quais recebem uma indenização. Está prevista a ocorrência nos próximos meses de um referendo popular para decidir se a venda de armas deve ser proibida no país.

Algumas pessoas acreditam que a proibição da venda de armas é inócua porque dizem que os bandidos continuarão a andar armados, independente da lei. Elas argumentam que a proibição impede que cidadãos honestos possam se defender, o que é um direito, principalmente quando o governo tem sido muito ineficiente para garantir a segurança do povo. Elas também dizem que o número de crimes cometidos por pessoas que têm posse de arma de forma honesta é muito pequeno.

As pessoas que defendem o desarmamento da população acreditam que com ele a violência no país irá diminuir. Elas dizem que muitos crimes são causados por motivos fúteis e que se a arma não estiver ao alcance do cidadão, muitas mortes por motivos banais não irão ocorrer. Algumas delas dizem que muitas das armas pertencentes a cidadãos honestos acabam nas mãos dos bandidos, quando essas pessoas são vítimas de roubo.


Fontes