Senado aprova proposta de adiamento do Enem

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19 de maio de 2020

Hoje (19), de maneira unânime, os senadores aprovaram um projeto de lei que determina o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, em decorrência da pandemia de COVID-19. O projeto não estipula uma data, pois ela varia conforme a situação da pandemia. O texto precisa ser aprovado pala Câmara dos Vereadores.

Nesse ano já foram registrados mais de 3,5 milhões de inscritos. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os candidatos podem se inscrever até sexta-feira (22). Preliminarmente, as provas aconteceriam em 1 de novembro (linguagens, códigos e suas tecnologias; redação; ciências humanas e suas tecnologias) e 8 de novembro (ciências da natureza e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias). Já a versão digital ocorreria em 11 e 18 de outubro.

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) afirmou: “Lembremos, que nossos alunos das escolas públicas não tiveram sequer dois meses de aula completados neste ano letivo. Seria muito injusto submetê-los à já desigual concorrência que caracteriza os processos de acesso à educação superior”.

Izalci também citou a situação das universidades, principalmente as públicas. Para ele, não tem lógica a realização das provas sem que as instituições educacionais possam receber os alunos: “O ambiente de incerteza que nos atinge também condiciona as suas atividades. Elas só abrirão novas vagas quando dispuserem de todos os meios para tanto”.

A autora do projeto, Daniella Ribeiro (PP-PB), afirmou que muitos não possuem as plataformas digitais: “Quantos têm condições de pagar uma plataforma de streaming, um EAD [ensino à distância]? Que possamos colocar rostos nessas pessoas que estão em casa, cuidando de irmãos pequenos, em casas com cinco, seis pessoas e não têm um espaço para estudarem sozinhos”.

O presidente do Senado, David Alcolumbre, afirmou que a maioria dos políticos são contra Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) e provavelmente aprovaria a medida: “A gente não tinha como não tomar essa decisão, até porque foi por praticamente a unanimidade dos líderes. Ressalvando as ponderações do ministro, precisávamos deliberar um assunto que tinha a unanimidade dos partidos”.

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