Seminário debate ética e direitos humanos nas estatais

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16 de outubro de 2014

Brasil

Ética e Direitos Humanos no Ambiente Corporativo foi o tema em discussão no 10º Seminário do Fórum Nacional de Gestão da Ética nas Empresas Estatais, que começou hoje (16) em Brasília. O evento reúne, durante dois dias, além das 19 empresas estatais que integram o fórum, integrantes da sociedade e especialistas.

Rosa Maria Albuquerque, gerente de Responsabilidade Social da Eletronorte e coordenadora do seminário, disse que o debate da questão dos direitos humanos é fundamental. “Uma empresa não tem como girar sem implementar os direitos humanos e cumpri-los, é ético. Então essa vinculação para nós é indissolúvel”. Segundo ela, o fórum foi criado para que as empresas estatais possam debater o tema da ética pública levando em conta as peculiaridades que apresentam.

Uma das palestrantes de hoje, a coordenadora de Responsabilidade Social da Itaipu Binacional, Heloisa Covolan, destacou que as empresas não podem ignorar o seu papel social e devem respeitar os direitos humanos.“Ela pode promover a equidade dentro dela, evitar o assédio moral, sexual, promover a ética”, disse. Espaços para que sejam feitas reclamações e deem uma resposta aos funcionários também são importantes. Heloisa ressaltou também a importância das estatais na proliferação das ações não só na comunidade que a rodeia, mas entre os que trabalham com ela como os fornecedores, por exemplo.

“Se ela não promove o trabalho análogo ao escravo, se ela não usa o trabalho infantil, ela pode orientar, educar os fornecedores a não fazer isso também. Começa a colocar nos seus contratos requisitos [com relação a isso]”, disse. Aspectos com o pacto global desenvolvido pela Organização das Nações Unidas (ONU) com princípios para orientar as empresas em temas ligados aos direitos humanos, a relação entre a empresa e a comunidade que a rodeia e o papel dos consumidores nesse processo, também foram abordados pela palestrante.

Com relação às ações dentro de Itaipu, Heloisa explica que a empresa tem ações ligadas ao tema, mas que não eram chamadas de atividades de direitos humanos. Hoje estão fazendo um levantamento dessas práticas. “Vamos bater essa fotografia e confrontar com documentos orientadores de nível global, mundial e nacional e vamos chegar a constituir uma política de direitos humanos para empresa”.

Outro tema abordado no seminário, foi a relação entre ética e direitos humanos e a educação. O educador Tião Rocha disse que o ao respeitar as diferenças entre as pessoas, se trabalha tanto a educação como a ética. “Quando você é colocado em uma perspectiva em que ser diferentes é ser desigual porque eu me acho mais que você, estamos em uma situação antiética porque estou me achando melhor”.

Para ele, quando esse tipo de ação é transportada para dentro das empresas, as desigualdades podem levar à violação de direitos. “Quando uma empresa incorpora isso nas atitudes dela, em que o porteiro é menor que o diretor, e usam isso para criar uma hierarquização de poder e não de aprendizagem, eu acho que a ética está indo pelo ralo. Aí você passa para a questão de abusos, assédios, desrespeita o papel da mulher, da gestante, do negro”, completou.

O seminário continua amanhã (17), quando serão apresentadas ações e casos exitosos da implementação dos direitos humanos dentro das empresas estatais.

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