Rio: primeiro fim de semana do ano tem samba e carnaval de rua

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

Agência Brasil

7 de janeiro de 2018

O domingo nublado no Rio de Janeiro não afastou foliões fantasiados que curtiram hoje (7) a abertura não oficial do carnaval, promovida pela Desliga dos Blocos. O grupo agrega blocos não oficiais, que vem reunindo multidões no carnaval do Rio nos últimos anos e prometem repetir o feito em 2018.

Desde o fim da manhã, foliões estiveram na Praça XV, no centro do Rio. No início da tarde, o carnaval também ficou animado no Buraco do Lume, a poucos metros da praça, com a banda do bloco Cordão da Bola Laranja e o Vem Cá Minha Flor, além de um grupo de artistas em pernas de pau. A programação também incluiu festas na Rua dos Inválidos e na Rua do Lavradio, na Lapa, e o cortejo do tradicional Cordão do Boi Tolo, também na Praça XV.

Para a administradora de imóveis Patrícia Mendes, de 24 anos, o carnaval já começou. Com um par de pernas de pau, ela participou do cortejo do bloco Vem Cá Minha Flor ontem (6) e esteve de novo com o grupo no Buraco do Lume na tarde de hoje. Para ela, a energia do pré-carnaval é a mesma da festa em si.

"Acho que só muda a quantidade de turistas, porque no carnaval eles lotam. Mas é a mesma energia, boa e contagiante como sempre", diz a administradora, que vai ao máximo de blocos que a agenda permite. "Eu vou em tudo, em todos que eu puder. E olha que nem sou a mais louca de bloco e nem de perna de pau. Tem gente aqui que não dormiu ontem".

A musicista Talita Lopes, de 38 anos, toca trombone e chega a levar seu som a cinco blocos diferentes durante o carnaval. Para ela, a festa promovida pelos blocos não oficiais tem mais amizade e animação.

"As pessoas estão mesmo para brincar e curtir numa boa", conta a foliã, que vê um crescimento do pré-carnaval nos últimos anos: "Eu percebo muito mais a presença das pessoas na rua. Acho que não tinha que ser reprimido, tinha que ter mais apoio, porque é bom em todos os aspectos para a cidade. É bom para o comércio, para nós, músicos, para a cultura. E vem muito mais gente de fora".

A vendedora Vera Cardoso da Silva, de 63 anos, sustenta os sete filhos com a renda conseguida em festas como o carnaval. Com seu isopor de bebidas, ela percorre as festas de rua há 20 anos e está sem emprego formal há três anos.

"A maioria dos camelôs são pais de famílias que dependem deles para levar o pão para a mesa", revela a vendedora, que conta ter perdido o emprego de costureira depois de ter sido agredida por agentes de fiscalização. "A fiscalização me machucou e eu não pude voltar para o meu emprego. Eu saía do trabalho e ia para a rua vender, porque minha renda não dava".

Festa em Copacabana

Na noite de ontem (6), 400 mil pessoas lotaram a festa promovida pela Prefeitura do Rio na Praia de Copacabana, no mesmo palco em que foi o show de réveillon. Ao todo, 1.000 ritmistas das 13 escolas de samba do Grupo Especial percorreram a orla do bairro e se reuniram no palco, onde tocaram com musicistas da Orquestra Petrobras Sinfônica e nomes como Alcione, Martinho da Vila e Diogo Nogueira.

Batizado de Encontro do Samba, o evento fez parte do calendário Rio de Janeiro a Janeiro e incluiu no repertório sambas-enredos clássicos e canções antológicas de compositores como Cartola, Martinho da Vila e Paulinho da Viola.

O evento foi patrocinado pelo Ministério da Cultura, pela Secretaria Estadual de Cultura, pela Caixa Econômica Federal, Petrobras, BNDES Giro e Antarctica, e teve o apoio da Secretaria do Patrimônio da União e da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro.

Fonte

Compartilhe essa notícia: Shared via Email Compartilhe via Facebook Tweet essa reportagem Compartilhe via WhatsApp Compartilhe via Telegram Compartilhe via LinkedIn Compartilhe via Digg.com Compartilhe via Newsvine Compartilhe via Reddit.com Share on stumbleupon.com Compartilhe via Technorati