Rei saudita diz que intervenção no Iêmen continuará até retorno da segurança

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28 de março de 2015

Arábia Saudita

O rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdul Aziz, país que lidera uma ofensiva contra os rebeldes xiitas que controlam Sanaa, no Iêmen, garantiu hoje (28) que a intervenção vai continuar até a segurança voltar àquele país. “A operação vai continuar até atingir os seus objetivos: que os iemenitas possam voltar a ter segurança”, disse o rei Salman, na abertura da reunião de cúpula dos chefes de Estado da Liga Árabe, que vai até amanhã (29) em Sharm el Sheik, no Egito. O encontro tem como objetivo aprovar a criação de uma força militar conjunta e discutir a crise no Iêmen.

A Arábia Saudita lidera uma coligação que também abriga nove países árabes: Bahrein, Egito, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Kuwait, Marrocos, Catar, Paquistão e Sudão. Também na abertura da reunião, o presidente egípcio, Abdel Fattah Al Sissi, reiterou a necessidade de criar uma força multinacional árabe para enfrentar as ameaças “sem precedentes” que representam os grupos terroristas e os conflitos na região.

Há várias semanas, Sissi pede a criação da força árabe para combater em particular o movimento Estado Islâmico, que multiplica as atrocidades no Iraque e na Síria e ganha terreno na Líbia e no Egito. O presidente do Iêmen, Abedrabbo Mansour Hadi, pediu apoio à continuação da intervenção militar no seu país, até que os rebeldes xiitas se rendam. “Apelo para que esta operação continue até que esse bando [de rebeldes] se renda e se retire de todas as localidades que tem ocupado em todas as províncias”, disse no encontro da Liga Árabe.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu a solução pacífica do conflito no Iêmen. “É minha esperança fervorosa que, no encontro da Liga Árabe, os líderes definam orientações claras para uma resolução pacífica da crise no Iêmen", disse Ban Ki-moon, que também participa da reunião. Pelo menos 54 pessoas foram mortas e 187 ficaram feridas nos ataques que ocorrem há três dias contra os rebeldes em Áden, no sul do país, segundo o diretor do Departamento de Saúde do Iêmen.

Fontes[editar]

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