Rebeldes sírios conquistam faixa de fronteira controlada por Estado Islâmico

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Província de Holms.
Distrito de Palmira, Holms.

5 de março de 2016

A ONG baseada em Londres, Reino Unido, Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), mas que conta com ativistas no terreno sírio, divulgou hoje que facções rebeldes e islamitas, vindas da fronteira da Jordânia (perto da fronteira entre Iraque e Síria) e da Al Qalamun (no sudeste da província de Homs, na região central da Síria) tomaram o controle da passagem de Al Tanaf (fronteiriça com Iraque e Jordânia) na noite de ontem (sexta-feira, dia 4) do grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

Segundo a OSDH, as facções rebeldes foram reforçadas em suas fileiras com milicianos que vieram da região de Mahruza, na Jordânia, na fronteira com a Síria, lançarem um ataque na região contra o Estado Islâmico (EI), que a dominava desde o dia 22 de Maio de 2015, depois que as tropas do regime sírio a abandonaram, depois a ofensiva de Palmira.

Ofensivas de 4 de Março

Ofensiva de Tadmur durante o mês de Maio de 2015

Segundo a OSDH, em Homs, sete pessoas morreram na noite após ficarem feridas em ataques lançados por aviões de combate, presumivelmente russos, na região de Al Sawana. A ONG não descartou um aumento no número de vítimas mortais, já que há dezenas de feridos, alguns deles em estado grave.

Segundo a organização americana de inteligência SITE, que segue a pista de grupos com laços jihadistas no mundo, um ataque aéreo resultou na morte de Amr al Absi (eleito em 2014 líder do EI na província de Homs), na região síria de Aleppo e divulgou foto do provável cadáver de Absi. O Departamento de Estado dos EUA acusa Absi de ter cometido vários sequestros de jornalistas e trabalhadores humanitários ocidentais.

Histórico

Entre 2011 a 2015, a passagem de Al Tanaf (fronteiriça com Iraque e Jordânia) esteve longe dos combates na Guerra Civil Síria até Maio de 2015, quando o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) lançou ofensiva terrestre contra o Exército Árabe Sírio (o Exército sírio) no deserto de Tadmur (ou Palmira) na quinzena do mês, que terminou com a conquista de quase toda a província de Homs, após a ofensiva que culminou a conquista de Palmira.

A ofensiva do EI obrigou as tropas do regime sírio de Bashar Al-Assad a retirar do deserto, que em 22 de Maio de 2015, que as abandonaram o controle da passagem de Al Tanaf e o EI passou a controlar desde então, até a ofensiva de ontem. Com isso, o Governo sírio perdeu seu último de seus postos fronteiriços com o Iraque, enquanto o EI ainda controla o de Al Bukamal (ou Abu Kamal), na província de Deir ez Zor, que liga à passagem fronteiriça iraquiana de Al Qaim. Na época da perda, as tropas foram criticadas interno e externo por abandonar região enquanto o EI avançava dezenas de quilômetros sem ser contido até a queda de Palmira-Tadmur.

Com a perda do controle da passagem de Al Tanaf (na tríplice fronteiriça do Iraque, Jordânia e Síria), o EI demonstra ter dificuldades de manter controle e lançar ofensivas contra dezenas de grupos envolvidos nas guerras civis no Iraque e Síria no altoproclamado califado islâmico em 29 de Junho de 2014, nação não reconhecida internacionalmente. O diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman, explicou hoje que os bombardeios da coalizão liderada pelos Estados Unidos-Rússia enfraqueceram o EI.

No dia 27 de fevereiro, entrou em vigor um cessar-fogo estipulado entre Rússia e Estados Unidos e aceito pelo governo do Bashar al Assad e os rebeldes, que proporcionou alívio para a população, a mais prejudicada no conflito que matou mais de 270 mil e provocou 8 milhões de deslocados internos e externos pela violência.

O acordo de cessar-fogo não inclui dois grupos (considerados terroristas por dezenas de países), a EI e a Frente Al Nusra (braço sírio da Al-Qaeda), que por vez, rejeitaram este acordo e estão a alvos de raides de jatos estrangeiros. Devido a sua rejeição, o fim de hostilidades (que, apesar da redução do número de ataques, foi violado em várias ocasiões) não impera nos territórios controlados por essas organizações extremistas.

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Fontes

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