RENAMO não vai aceitar os resultados das eleições de Moçambique

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Moçambique.

Agência VOA

29 de outubro de 2014

A RENAMO diz que não vai aceitar os resultados das eleições do passado dia 15 que serão anunciados amanhã pela Comissão Nacional de Eleições (CNE). A conferência regional Centro e Norte, em que participaram delegados de sete províncias, considerou que Afonso Dhlakama ganhou as eleições presidenciais com 80% (oitenta por cento) dos votos válidos naquelas províncias e que o partido conseguiu, só nessas sete províncias, 139 deputados, mais do que os 108 indicados nos resultados intermédios revelados pela Comissão Nacional de Eleições. O partido de Dhlakama também dizer ter ganho as assembleias provinciais.

A Conferência Regional Centro e Norte da RENAMO, com representantes de Niassa, Cabo Delgado, Nampula, Tete, Zambézia, Manica e Sofala, concluiu ontem que as eleições foram as piores na História de Moçambique em termos de violência policial contra os eleitores, ilícitos eleitorais, irregularidades, falsificação, adulteração de dados, assim como propaganda na comunicação social para dar antecipadamente a vitória à FRELIMO e seu candidato.

Sem contabilizar os resultados de Inhambane, Maputo-Província e Maputo-Cidade, que, segundo a RENAMO, não estão concluídos, o partido de Afonso Dhlakama disse que o seu candidato venceu as eleições presidenciais com 80% dos votos válidos, nas sete províncias do centro e do norte do país.

O porta-voz da RENAMO, António Muchanga, disse à VOA que o partido tomará uma posição oficial depois do anúncio dos resultados pela CNE, mas reiterou que o processo está carregado de irregularidades. Instado sobre a posição oficial do seu partido, Muchanga disse que "ela será anunciada depois de a CNE revelar os resultados finais", mas advertiu, sem avançar mais detalhes, que o "o povo deve organizar-se para defender o seu povo".

A Comissão Nacional de Eleições requalificou 178.978 votos de um total de 700 mil boletins inválidos. Segundo o porta-voz da CNE Paulo Cuinica, a requalificação dos votos nulos pode interferir com a eleição de "um ou outro assento", mas não avançou detalhes sobre a distribuição final de mandatos. Os resultados finais das eleições, no último dia do prazo legal.

Polémica

Por outro lado, circula desde segunda-feira um SMS anónimo que cita o secretário-geral da RENAMO, Manuel Bissopo como tendo dito que os embaixadores de Portugal, Estados Unidos e Itália instruíram Afonso Dhlakam a não aceitar os resultados e a organizar manifestações violentas.

Em declarações à agência Lusa hoje em Maputo o diplomata português José Augusto Duarte classificou hoje o texto de "calunioso". Por sua vez, a embaixada dos Estados Unidos em Maputo, contactado pela VOA, disse não comentar rumores. Já a Itália não se manisfestou sobre esse assunto.

António Muchanga disse que "agora dizem que o embaixador americano está por trás disso, mas ele não tem nada a ver com o assunto".

Fontes

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