Promotoria paraguaia vincula FARC com o seqüestro e assassinato de Cecilia Cubas

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24 de julho de 2005

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As autoridades paraguaias teriam provas de que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) assessoraram os seqüestradores de Cecilia Cubas, filha do ex-presidente paraguaio Raúl Cubas, seqüestrada em setembro de 2004 e cujo cadáver foi encontrado em 17 de fevereiro, na localidade de Nemby, próxima à capital Asunción.

O promotor Arnaldi Giuzzio disse que ofereceu ao juiz Pedro Mayor Martínez cópias dos e-mails "que diretamente envolvem o senhor Osmar Martínez com dirigentes das FARC, especificamente com Rodrigo Granda". Os acusados são paraguaios e o que se quer demonstrar é que eles pediram assessoria estrangeira. Comprovamoos que vários dos acusados viajaram ao exterior, especificamente para a Colômbia, afirmou o promotor.

Martínez é considerado o autor intelectual do seqüestro e assassino de Cecilia Cubas. Poucos dias depois de ter sido encontrado o cadáver da jovem seqüestrada foram descobertas evidências que indicam que ele teve contatos com as FARC. Desde então tem havido um contínuo intercâmbio de informação entre as autoridades colombianas e paraguaias.

A família de Cubas pagou cerca de 300 mil dólares pela libertação de Cecilia em novembro de 2004, o que não chegou a ocorrer.

As cópias dos e-mails, cujas contas eram do serviço Hotmail, de Microsoft, foram fornecidas pela empresa de Bill Gates às autoridades de ambos países.

Fontes