Programa político do PT na TV é alvo novamente de panelaço

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Agência Brasil

7 de agosto de 2015

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Em programa que foi ao ar na noite de ontem (6), em rede nacional de televisão e rádio, o Partido dos Trabalhadores (PT), que durou oito minutos (exibido entre 20hs30min até 20hs38min) afirma que uma crise política pode trazer “sofrimento” e efeitos “bem piores” do que uma crise econômica. O programa em que assumiu os desafios e os problemas do país, ao mesmo tempo em que enumerou as conquistas sociais. O partido rememorou políticas que o governo federal adotou nos últimos anos para amenizar as dificuldades financeiras. O PT divulgou a íntegra em sua página na internet no final da manhã, porém, sem possibilidade de fazer comentários.

O Programa de Investimentos em Logística, a terceira etapa do Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Proteção ao Emprego são citados como projetos que o governo vem implementando atualmente. Além disso, foram lembrados investimentos em programas sociais e políticas de desonerações para amenizar os efeitos da crise econômica internacional.

O programa tem como apresentador o ator de novelas da TV Globo, José de Abreu (que por curiosamente, é apoiador do governo mais impopular desde eleições diretas de 1989) que afirma: “nos últimos tempos, começaram a dar uma nova utilidade às panelas. A gente não tem nada contra isso. Só queremos lembrar que fomos o partido que mais encheu a panela dos brasileiros. Se tem gente que se encheu de nós, paciência. Estamos dispostos a ouvir, corrigir, melhorar. Mas com as panelas vamos continuar fazendo o que a gente mais sabe: enchê-las de comida e de esperança. Esse é o panelaço que gostamos de fazer pelo Brasil”. Primeiro integrante do partido a aparecer no programa, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou que as dificuldades estão em “toda parte”, em referência a outros países que também enfrentam dificuldades na economia.

“Uma coisa é cobrar e criticar o governo. Outra, bem diferente, é tentar desestabilizar um governo eleito democraticamente", afirmou. "Aos que não se conformam, pedimos juízo, pois o povo saberá defender grande conquista de todos brasileiros: nossa nova e vibrante democracia."

Segundo integrante do partido a aparecer no programa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre a crise, reconhece que o país enfrenta fase difícil, mas que a atual situação ainda é melhor do que no passado. “Sei que a situação não está fácil e que a crise já chegou em nossas casas. Também sei que essa não é a pior crise que enfrentamos. Nosso pior momento ainda é melhor para o trabalhador que o melhor momento dos governos passados. Nosso maior ajuste ainda é menor do que os ajustes que eles fizeram. É mais fácil chegar a um porto seguro com quem já foi capaz de enfrentar a crise e fazer o Brasil avançar na tormenta, sempre protegendo os que mais precisam”, diz Lula.

Terceiro e integrante do partido a aparecer no programa, a presidenta Dilma Rousseff, afirmou o locutor do programa, o Brasil teve melhorias em áreas como a exportação, salário, no campo e no combate à pobreza e ao desmatamento. A presidenta Dilma Rousseff disse que está com o “ouvido e coração” abertos para “os que mais precisam” e que o país vai superar o atual momento.

A presidenta diz que o Brasil passa por um ano de travessia, mas que voltará a crescer “com todo potencial”. “Sei que muita coisa pode melhorar. Sei que tem muita coisa para ser feita, que tem muito brasileiro sofrendo. Mas juntos vamos sair desta. Estou do lado de vocês. Este é o meu caminho. Por ele seguirei”, diz Dilma.

Ela relembrou que a população passou a exigir mais direitos e que, diante desse cenário, nenhum governante pode se acomodar. “Quem pensa que nos faltam energia e ideias para vencer os problemas está enganado. Sei suportar pressões e até injustiças”, disse a presidenta.

A presidenta relembrou que a população passou a exigir mais direitos e que, diante desse cenário, nenhum governante pode se acomodar. “Quem pensa que nos faltam energia e ideias para vencer os problemas, está enganado. Sei suportar pressões e até injustiças”, afirmou.

Reações

Em frente à Torre de Televisão, ponto turístico de Brasília, militantes do PT assistiram ao programa num telão e soltaram fogos de artifício durante a transmissão e promoveram cinco minutos de foguetório após o fim do programa. Os maiores aplausos ocorreram nas aparições do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff. Os militantes também bateram palmas no trecho do programa que citou os panelaços, dizendo que o povo não passa fome.

Em entrevista, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), criticou ontem (6) o programa do PT. Segundo ele, o partido tem desmerecido manifestações dos brasileiros que, "seja nos panelaços, seja por quaisquer outras vias, manifestam-se contra a corrupção que este governo implementou no Brasil, manifestam-se contra a carestia, manifestam-se contra a inflação saindo de controle, manifestam-se com a perda de investimentos e, portanto, com o crescimento negativo da nossa economia. Os brasileiros têm, sim, muitas razões para se indignar".

Na Capital Federal (Brasília), houve panelaço durante a exibição do programa em bairros como Asa Norte, Asa Sul e Sudoeste. Em São Paulo, motoristas promoveram buzinaço e moradores piscaram as luzes e bateram panelas nas janelas dos apartamentos em bairros como Jardins, Bela Vista e na Avenida Paulista. No Rio de Janeiro, o panelaço programado pelas redes sociais ocorreu em bairros como Flamengo, Botafogo, Laranjeiras, Copacabana, Lagoa, Ipanema e Leblon. Além das três capitais, houve registro de panelaços em outras as capitais brasileiras (24) e dezenas de cidades do interior desses estados, inclusive até em periferias. Foram divulgadas imagens de vídeos sobre a onda de panelaços, que começou em maio, após uso de redes sociais, como Facebook e Twitter.

A onda de panelaço ocorreu justamente no mesmo dia em que a pesquisa Datafolha, publicada ontem pelo jornal Folha de S. Paulo, apresenta Dilma Rousseff sendo rejeitada por 71% dos entrevistados e apenas 7% apoiam o governo. É o maior rejeição desde que a pesquisa foi iniciada em 1990 e superou os 68% em que Collor era rejeitado com apenas 12% de apoio em setembro de 1992, às vésperas do impeachment, ocorrido em 2 de outubro de 1992.

Fontes

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