Professora é acusada por manter empregada em cárcere privado por 14 anos

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12 de junho de 2008

Salvador

Polícia resgata empregada doméstica Gabriela de Jesus Silva de 25 anos após ficar quatorze anos em cárcere privado na casa da professora Maria Helena Silva de 55 anos. A empregada doméstica comentou que trabalhou durante 14 anos na casa da professora sem receber salário e sair da residência. 

"Eu apanhava de vassoura, de cinto, recebia beliscões e tapa no rosto de dona Maria Helena e do seu marido [o comerciante José Carlos Carneiro Silva]", disse a empregada doméstica, na tarde de segunda-feira, em seu depoimento. A professora negou os maus tratos, mas confessou que não pagava salário pelo trabalho da doméstica e nunca permitiu que ela saísse de casa. "Ela tem problemas mentais e eu sempre a tratei como uma filha." A professora e seu marido foram indiciados por crime de escravidão.

"Gabriela não tem carteira assinada, não recebe salário, não tem autorização para sair sozinha e ainda faz todos os serviços domésticos. Na realidade, ela vive numa condição de escravo", disse a delegada.


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