Produtores querem reconhecimento internacional da cachaça como bebida típica do Brasil

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Agência Brasil

25 de agosto de 2009

O Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac) está lutando, com o apoio do governo brasileiro, para conseguir que a cachaça nacional seja reconhecida no mercado externo como um produto típico e exclusivo do Brasil, como ocorre em relação à tequila, no México, e ao champanhe, na França. Os principais alvos do setor são, no momento, os Estados Unidos e a Comunidade Europeia.

O tema foi discutido no 29º Seminário e Congresso Internacional da Propriedade Intelectual que a Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (Abdi) está realizando no Rio de janeiro.

O diretor executivo do Ibrac, Carlos de Lima, disse ontem (24) em entrevista à Agência Brasil que “todo o esforço do setor e do governo brasileiro é para que a cachaça seja reconhecida como uma bebida típica e exclusiva do Brasil”.

Decreto presidencial de 2001 conferiu à cachaça o reconhecimento de procedência, ou seja, certificou que a bebida é tipicamente brasileira. Lima afirmou, entretanto, que o decreto só tem força no Brasil. Daí a soma de esforços para que ela seja reconhecida também no exterior.

Nos Estados Unidos, segundo maior consumidor internacional da cachaça brasileira, depois da Alemanha, o produto é rotulado desde 2000 como rum brasileiro (brazilian rum). A meta é mudar essa denominação para cachaça, simplesmente, porque aí estaria implícita, segundo Lima, a procedência brasileira.

O Ibrac está aguardando a publicação de uma consulta pública nos Estados Unidos, que possa dar o reconhecimento de produto típico e exclusivo do Brasil, para que a bebida não entre mais no exterior com esse rótulo de rum equivocado.

Na Europa, o processo é um pouco diferente, pois algumas empresas estão se apropriando do nome cachaça para rotularem seus produtos que nada têm a ver com a bebida brasileira. “A gente espera que uma vez que a cachaça seja reconhecida na União Europeia como uma indicação geográfica, isso dá força para que nós possamos coibir esses atos naquele continente”.

A ideia é mostrar aos países a ligação histórica que a cachaça tem com o Brasil. O Ibrac está resolvendo alguns processos internos para poder apresentar um pleito formal à Comunidade Europeia para o reconhecimento da cachaça como uma bebida exclusiva do Brasil. Lima estima que isso deverá ocorrer no início de 2010. As ações com esse objetivo são apoiadas integralmente pelo governo brasileiro, informou.

O setor produtivo de cachaça reúne cerca de 4 mil marcas e gera mais de 600 mil empregos em todo o país. Ele não foi afetado pela crise financeira internacional. “É um setor que vem crescendo e se desenvolvendo cada vez mais”. Em 2008, foram exportados US$ 16 milhões, o que correspondeu a 11 milhões de litros de cachaça.

Carlos de Lima revelou que o crescimento registrado foi de 18% em termos de valor e 20% em termos de volume, em comparação ao ano anterior. Hoje, menos de 1% da produção é exportado, disse o diretor executivo do Ibrac.

A capacidade instalada de produção de cachaça no Brasil alcança, aproximadamente, 1,2 bilhão de litros. “A gente ainda tem um potencial de crescimento da exportação muito grande”, disse. Segundo Lima, o reconhecimento da cachaça como bebida típica do Brasil dará um impulso grande às exportações.

Fontes


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