Presidente da Venezuela volta anunciar a onda de nacionalização

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9 de março de 2009

Caracas, Venezuela

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que aparece mais nas notícias internacionais, com notícias negativas do próprio governo do que as positivas, voltou ter retórica nacionalista. Desta vez deu hoje o prazo de 15 dias para a maior fabricante de refrigerante do mundo, a americana Coca-Cola desalojar terrenos no oeste de Caracas, capital do país.

Antes disso, na última quinta-feira (5), o presidente ordenou a expropriação da usina de processamento de arroz da empresa norte-americana Cargill, sob alegação que a empresa está maquiando preços e produtos. Já a empresa Cargill, afirma que houve queda na produção de arroz, por causa da maior inflação da América do Sul, que chegou a 30%, agravado pela “Crise Econômica Internacional” desde setembro do ano passado.

No dia seguinte, na última sexta-feira (6), Chávez anunciou a desapropriação de mil e 500 hectares de terras da filial da irlandesa Smurfit Kappa, produtora de papel. O presidente alegou que a ação aconteceu na quarta-feira, e deve ser seguida por uma intervenção em um terreno ainda maior.

O objetivo é favorecer a "revolução agrária" em curso no país, já que a área era usada apenas para plantação de eucalipto e só trazia benefícios para a empresa. A Smurfit Kappa tem cerca dez unidades no território venezuelano, onde opera desde 1954.

A desapropriação da empresa provocou crise diplomática com Irlanda e protesto da empresa.

Pedido ao Lula

Na quarta-feira (4), o presidente da Venezuela anunciou que autorizou o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva a falar sobre o país dele com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Lula e Obama têm encontro previsto para meados de março.

Chávez, que tem encontro previsto com Lula no final de maio, não detalhou os assuntos que Lula tratará com Obama.

Segundo Chávez, o presidente brasileiro disse estar preocupado com declarações agressivas contra a Venezuela, em uma referência ao relatório norte-americano que acusa o governo venezuelano de não combater o tráfico de drogas.

A notícia foi dada pelo presidente Hugo Chávez, na quarta-feira, após conversar por telefone com o presidente Lula, que se encontrará com Barack Obama no dia 17 de março, em Washington e depois da reunião, Lula deverá se encontrar com Obama em abril, na Cúpula das Américas.

Recentemente, Chávez acusou Obama de liderar um capitalismo destrutivo sobre o planeta. Nesta semana, o presidente venezuelano ainda afirmou que Obama segue os passos do antecessor George W. Bush.

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